8.3.17

1 - OS PORCOS QUE TRAMARAM O GOLPE ESTÃO NA LAMA. POR LAUREZ CERQUEIRA; 2 - O REAL ELO ENTRE CUNHA E TEMER. POR PAULO NOGUEIRA

REDAÇÃO -

Textos com informação e opinião, selecionados para você leitor da nossa trincheira jornalística.

Os porcos que tramaram o golpe estão na lama. Por Laurez Cerqueira - Via 247

Augusto Nardes, ministro do TCU, que foi relator das contas do governo da Dilma, com a acusação de pedaladas fiscais, está sendo investigado na Operação Zelotes, sob suspeita de ter levado R$ 1,8 milhão;

Aroldo Cedraz, reconduzido à presidência do TCU, está sendo investigados na Operação Lava-Jato, juntamente com o ministro Raimundo Carrero;

Eduardo Cunha, peça central do golpe contra Dilma está preso.

Aécio Neves, comparsa de Eduardo Cunha na conspiração, é o mais delatado de todos na Operação Lava-Jato;

Eliseu Padilha, Moreira Franco, Romero Jucá, José Serra, Aloysio Nunes Ferreira, Antônio Anastasia, relator do processo de impeachment contra Dilma, no Senado, todos na Operação Lava-Jato numa situação deplorável;

E Michel Temer, também na Lava-Jato, depois de paralisar o país por dois anos na conspiração para dar o golpe de Estado, afundou a economia e está com os dias contados.

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O real elo entre Cunha e Temer.
Por Paulo Nogueira - Via DCM

Fernando Brito, do Tijolaço, fez uma comparação interessante um dia desses.

Brito disse que o que segura Temer no cargo é o mesmo que sustentou Eduardo Cunha tanto tempo.

A plutocracia — mídia à frente — esperou que Cunha terminasse o serviço sujo no processo de impeachment de Dilma. Feito isso, depois de meses passados desde que haviam surgido provas esmagadoras de roubalheira, Cunha foi quase que instantaneamente ejetado de seu cargo, cassado e posto na prisão.

Agora, a plutocracia aguarda que Temer faça o que se quer dele: as reformas que vão tornar ainda maiores as já enormes desigualdades sociais.

Temer será preservado para fazer isso. Não há outra explicação para ele ainda permanecer onde está diante da enxurrada de denúncias acachapantes de corrupção contra ele e seu governo.

Enquanto a tarefa estiver sendo feita, Temer ficará invulnerável. A plutocracia o deixará em seu posto de presidente decorativo. (Uma das ironias da carreira de Temer é que ele passou de vice decorativo a presidente decorativo).

A agonia de Temer pode ser lenta, dependendo da velocidade das reformas que são esperadas dele.

A única forma de apressar o processo é a clássica: o povo nas ruas. A voz rouca das ruas tem que gritar: “Fora Temer. Diretas já.”

O protagonismo na queda de Cunha foi dos plutocratas: eles o ergueram e o derrubaram de acordo com sua conveniência.

Agora, na vez de despachar Temer, o protagonismo tem que pertencer ao povo.

Ruas já.