11.3.17

1 - PARA GILMAR, CAIXA 2 TEM QUE SER “DESMISTIFICADO” E É PARA EMPRESAS EVITAREM “ACHAQUE”; 2 - DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA A PARTICIPAÇÃO EM SEITA: ENTENDA O ESCÂNDALO QUE LEVOU AO IMPEACHMENT DA PRESIDENTE SUL-COREANA

REDAÇÃO -

O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Gilmar Mendes defendeu uma distinção entre modalidades de doação ilegal em campanhas eleitorais; para Gilmar, a culpa do caixa dois é das empresas.

“Agora o caixa 2 tem que ser desmistificado também. Necessariamente ele não significa um quadro de abuso de poder econômico”, disse o presidente do TSE, em meio aos rumores de que o Congresso prepara uma anistia à omissão de recursos recebidos campanhas.

Mendes fez distinção entre as acusações de que tanto a chapa de Aécio-Aloysio quanto a Dilma-Temer tenham recebido caixa 2. “Por que um candidato de oposição vai pedir recurso no caixa 2? Isso talvez tenha mais lógica para a estratégia de quem doa. ‘Ah, eu quero doar no caixa 2 para não ser conhecido, para não ser pressionado'”, afirmou, minimizando eventuais irregularidades da chapa tucana.

O magistrado mais alinhado ao PSDB na Corte disse que a chapa de Dilma tinha necessariamente mais condições de atrair recursos. O ministro também acusou o PT de ter criado uma “corrupção centralizada” e instalar “uma clara cleptocracia [governo de ladrões] no Brasil”. (via 247)

Leia a entrevista na íntegra.

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A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, tornou-se a primeira governante democraticamente eleita do país destituída do cargo após um processo de impeachment

Nesta sexta, os oito juízes do Tribunal Constitucional decidiram, por unanimidade, manter a decisão tomada pelo Parlamento em dezembro de retirá-lo do cargo por causa de um escândalo de corrupção.

Após o anúncio, milhares de pessoas saíram as ruas em manifestações a favor e contra a agora ex-governante. Duas pessoas morreram nos protestos e mais de 20 mil policiais foram mobilizados para isolar prédios governamentais da capital, Seul.

Park perdeu a imunidade e deve enfrentar um processo criminal. Novas eleições presidenciais devem ser realizadas em até 60 dias.

A assessoria da ex-presidente informou que ela não deixará o palácio de governo nesta sexta-feira nem fará nenhum pronunciamento.

Ao ler o veredicto, o Tribunal Constitucional afirmou que as ações de Park “comprometeram seriamente o espírito da democracia e do Estado de Direito”.

No centro do escândalo está a amizade entre a ex-presidente e Choi Soon-sil, filha do fundador da seita Igreja da Vida Eterna.

Park foi acusada de permitir que Choi tivesse acesso a documentos oficiais e que ela usasse as ligações com a presidente para pressionar empresas como Samsung, LG e Hyundai a fazer doações milionárias a fundações controladas por ela.

O Tribunal Constitucional considerou que Park “ocultou completamente a intromissão de Choi em assuntos de Estado, e, além de negar as primeiras suspeitas ainda criticou os que as levantaram”.

Em dezembro, o Parlamento da Coreia do Sul decidiu afastá-la do cargo por 234 votos a favor, 56 contra, sete nulos e duas abstenções.

O primeiro-ministro, Hwang Kyo-ahn, assumiu o comando interino da Coreia do Sul. Enquanto aguardava a decisão da corte, Park foi privada de todos os poderes, desde o controle do Exército até o direito a veto ou decisões de política externa.

O caso envolve uma amizade suspeita, acusações de tráfico de influência, vazamento de informação confidencial e envolvimento com uma seita religiosa. Park negou com veemência todas as acusações. (…) (via BBC)