1.3.17

CINZAS

MIRANDA SÁ -

“Tanto ele investiu/ Na brincadeira/ Prá tudo, tudo/ Se acabar na terça-feira…” (Erasmo Carlos – “Cachaça Mecânica”)


Só o samba do crioulo doido poderia cantar que o carnaval nasceu no Brasil, apesar da História registrar que o Carnaval chegou à terra brasilis trazido pelas caravelas dos colonizadores europeus; e mais, trata-se de uma festa antiquíssima.

No Egito, na Grécia e em Roma, já havia festividades mascaradas e orgíacas. No antigo Egito, celebrava-se a colheita do plantio após as cheias do Rio Nilo, e os gregos e romanos reverenciavam os deuses Saturno e Dionísio (Baco) com a alegria e as extravagâncias das saturnais e bacanais.

Hoje, estas festividades ocorrem em todo mundo, sendo notórios o Carnaval de Veneza, na Itália, o de Cartagena, na Colômbia e o de Nova Orleans, nos Estados Unidos. Claro que o nosso é o mais notável, atraindo turistas para Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.

Um registro, porém, é necessário: tal como ocorre no Ocidente, o Carnaval tem uma origem que remete à igreja católica, que liberava os crentes para “festas pagãs” que   duravam três dias, domingo, segunda e terça-feira, se encerrando na quarta-feira. Esta agenda foi disciplinada pelo papa Gregório I com a criação da Quaresma, período de jejum e penitência.

A quarta-feira, Dia das Cinzas, já era tradição no Oriente Médio, com cinzas jogadas nas cabeças das pessoas pelos patriarcas simbolizando o arrependimento dos pecados perante Deus. No calendário gregoriano a data antecede 40 dias da Páscoa, início da Quaresma.

Encerrando-se o tríduo momesco, é celebrada a missa das cinzas, ato litúrgico que tem origem no Antigo Testamento. O catolicismo, depois de tomar o poder em Roma, apropriou-se de um ditado latino, usando-o no encerramento da Missa das Cinzas: “Quia pulvis es et in pulverem reverteris” – Tu és pó, e ao pó voltarás.

Religiosamente, o pó bíblico é cinza, simbolizando o luto, a mortalidade e arrependimento. É para onde voltarão os corruptos que assaltaram o Brasil, roubando descaradamente o dinheiro público.

Nunca é demais repetir que a quadrilha chefiada por Lula da Silva, desgraçou o País como poetou Affonso Romano de Sant’Anna “Este é o Brasil/ Pungente e triste/ Chove desesperança/ nesse avesso carnaval”.

E, implacavelmente, dá vontade de relembrar a bela melodia e letra compostos por Noite Ilustrada gravados pelo autor e pelos formidáveis Mário Reis, Maísa e Mestre Marçal cantando para os cúmplices da roubalheira lulopetista: “Agora é cinza/ Tudo acabado e nada mais…”