10.3.17

É PRECISO RASGAR O VÉU DA IMPUNIDADE

CARLOS CHAGAS -


Tarda a divulgação da lista do Procurador Rodrigo Janot, parece que em sua segunda versão, mesmo se desconhecendo a primeira. Seriam 150 deputados, senadores e ministros envolvidos com a corrupção. Até agora, Suas Excelências conseguiram empurrar com a barriga a possibilidade de, denunciados, perderem os mandatos, os direitos políticos e a prerrogativa de se candidatarem à reeleição, ano que vem.

Alguma coisa não bate, nessa protelação que deixa mal o Supremo Tribunal Federal.

Nos tempos do Descobrimento, anos se passaram sem que as naus portuguesas conseguissem dobrar o Cabo Bojador, depois do qual se imaginava o oceano despencando num precipício cheio de monstros e dragões. Foi preciso que Vasco da Gama seguisse adiante, contornasse o continente africano e afinal chegasse às Índias.

Falta um capitão corajoso para enfrentar o desconhecido, como também um novo Henrique, o Navegador, para estimular a aventura.

O impasse diante da corrupção, hoje, lembra a epopeia lusitana daquele idos. Faltou coragem nos dois casos, até que um desbravador se animasse a seguir em frente.

Quem romperá o véu da impunidade? O próprio Janot? Marco Aurélio Mello ou Carmem Lúcia?

O PMDB E SEU CANDIDATO – De forma lenta e gradual, cristaliza-se no PMDB a evidência de que existe apenas um candidato capaz de disputar a sucessão presidencial do ano que vem. Certamente com cláusula de desempenho: Henrique Meirelles, se a recuperação econômica vingar. Ele já pertenceu ao PSDB, elegendo-se deputado sem ter assumido. Agora, seria a salvação do PMDB.