31.3.17

NEGOCIAÇÃO SALARIAL DOS FRENTISTAS DO MUNICÍPIO DO RJ CONTINUA INDEFINIDA

Via SINPOSPETRO-RJ -

Diretoria do SINPOSPETRO-RJ rejeitou a proposta de reajuste salarial pelo índice da inflação acumulada nos últimos doze meses. Para o presidente do sindicato a proposta é um desrespeito com a categoria que trabalha exposta a produtos químicos e inflamáveis. A próxima rodada de negociação será no dia 11 de abril.


Terminou sem acordo a terceira rodada de negociação salarial dos dez mil trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência do Município do RJ. A diretoria do SINPOSPETRO-RJ rejeitou a proposta de 4,5% de reajuste salarial oferecida pelos patrões. Além de propor apenas a inflação acumulada entre março de 2016 e fevereiro de 2017, o SINDCOMB (Sindicato Patronal), não apresentou nenhuma proposta com relação as cláusulas sociais.

O presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, disse que a proposta patronal não contempla as necessidades básicas dos trabalhadores, que ajudam a alavancar os lucros das empresas. “O trabalhador fideliza o cliente, por isso merece reconhecimento e respeito. Vamos lutar e mobilizar a categoria para avançar nas propostas”.

Eusébio Neto espera que o SINDCOMB apresente uma contraproposta, com avanços nas cláusulas sociais, na próxima rodada de negociação marcada para o dia 11 de abril.

A categoria, que tem data base em 1º de março, reivindica 16,36% de aumento salarial, além de vale-alimentação no valor de R$ 300,00, um piso salarial da categoria a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-transporte gratuito e tíquete-refeição diário de R$ 20,00.

Na pauta entregue aos patrões, o SINPOSPETRO-RJ pleiteia também o pagamento de adicional de 50% para os frentistas que acumulam a responsabilidade de guardar o dinheiro da empresa. O sindicato também exige o pagamento de 40% de adicional de propaganda, quando a empresa obrigar o trabalhador a usar uniformes contendo publicidade.

SEGURANÇA E SAÚDE

O sindicato também exige a implantação de normas que reduzem os riscos de acidente e contaminação no ambiente laboral. Além do cumprimento da NR 17, que obriga a instalação e assento para o trabalhador descansar entre um abastecimento e outro, o sindicato cobra das empresas a lavagem dos uniformes dos funcionários, como determina o anexo II da NR 9.

Entre as cláusulas propostas, está também a que prevê o afastamento das empregadas gestantes e lactantes de atividades ou operações em locais insalubres e periculosos como determina a lei 13.287/16.

*Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ