5.3.17

NO PALCO DO TEATRO RIVAL PETROBRAS, COM REPERTÓRIO EMOCIONANTE JOÃO BOSCO ENCANTA O PÚBLICO

ILUSKA LOPES -

João Bosco / Foto: Daniel Mazola.
Completando 40 anos de carreira, o cantor, violonista e compositor João Bosco de Freitas Mucci, 70 anos, mais conhecido como João Bosco, apresentou ontem (4) no palco do Teatro Rival Petrobras um espetáculo solo com canções que emocionam e nos levam há uma viagem reflexiva por todo esse tempo.

Em formato voz e violão, o tarimbado artista brindou o público que lotou a Casa com músicas marcantes como Incompatibilidade de Gênios, O Mestre Sala dos Mares, Papel Machê, Jade, Quando o amor acontece, O Bêbado e a Equilibrista, Corsário e outras fundamentais nessa estrada.

Durante o espetáculo, o público teve a oportunidade de ficar mais perto do artista e conhecer mais sobre o processo criativo das suas composições. Entre algumas músicas João contou episódios marcantes da vida e do envolvimento e parceria com outros gênios da música.

Lembrou que em 1967, na casa do pintor Carlos Scliar, conheceu Vinícius de Moraes, com o qual posteriormente foi parceiro e compôs canções como: rosa-dos-ventos, Samba do Pouso, O mergulhador - dentre outras. Falou de como afinava o violão de João Gilberto com um aparelho digital sem que ele soubesse, causando risos na plateia.

Em 1970 conheceu aquele que viria a ser o mais frequente parceiro, com quem compôs mais de uma centena de canções: Aldir Blanc, O Mestre Sala dos Mares, O bêbado e a equilibrista, Bala com bala, Kid cavaquinho, Caça à raposa, Falso brilhante, O rancho da goiabada, De frente pro crime, Fantasia, Bodas de prata, Latin Lover, O ronco da cuíca, Corsário, dentre muitas outras.

Eles foram apresentados por um amigo de Blanc, Pedro Lourenço, quando Bosco estava começando a carreira em Ouro Preto, no final dos anos 1960.

Daniel Mazola, João Bosco, Iluska Lopes / Foto: TIS
"Eu ficava tocando violão nos bares de Ouro Preto, quando um amigo do Aldir, Pedro Lourenço, se aproximou, após me ouvir tocando aquelas músicas somente com onomatopeias e fonemas africanos, e disse que tinha um amigo no Rio de Janeiro que ele, Pedro, apostava que iria gostar de ser meu parceiro", contou João Bosco ao editor Daniel Mazola após o show, quando foi ao encontro do público causando alvoroço e alegria.