9.3.17

SINDICATOS DOS FRENTISTAS DO ESTADO DO RJ INCENTIVAM O EMPODERAMENTO DAS MULHERES

Via SINPOSPETRO-RJ -

O Rio de Janeiro se fez presente no III Seminário Nacional das Dirigentes Sindicais dos Empregados em Postos de Combustíveis que debateu os “Desafios da Participação das Mulheres no Movimento Sindical”.


Todo o poder às mulheres. O III Seminário Nacional das Dirigentes Sindicais dos Empregados em Postos de Combustíveis encerrado ontem (8), em Brasília, empoderou as sindicalistas para lutar por igualdade e direitos. O evento realizado na sede Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília, teve um ingrediente a mais neste ano: a cultura.

A secretária da mulher da Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO), Telma Cardia, inovou ao incluir, dança e música aos debates do III Seminário Nacional das Dirigentes Sindicais dos Empregados em Postos de Combustíveis. Com o tema “Desafios da Participação das Mulheres no Movimento Sindical”, o seminário, abordou as questões do universo feminino e fomentou as discussões sobre a participação da mulher no movimento sindical.

As diretoras do SINPOSPETRO-RJ, Angela Matos, Cláudia Jarbas e Derliana Rodrigues e do SINPOSPETRO-NITERÓI, Renata Lucas, participaram ativamente dos debates e das dinâmicas de grupo, que suavizaram os trabalhos nesta quinta-feira (8).

DEBATES

Num passeio pela história, a socióloga Neusa Freire, fez um esboço das mudanças   política e social das mulheres nos últimos 200 anos. Segundo ela, as primeiras manifestações das mulheres tiveram início no século XVIII, com a revolução francesa. As mulheres lutaram ao lado dos homens e a partir daí surge o questionamento sobre direitos e igualdades. Essas mudanças abriram espaços para as mulheres se organizarem e participarem efetivamente da política.

As perseguições as mulheres ainda são comuns, nos dias de hoje, como relatou a presidente da União dos Trabalhadores do Comércio da Colômbia, Luz Marina Diaz, Ao falar para as frentistas no Brasil, ela lembrou da luta dos sindicalistas em seu país para defender os direitos dos trabalhadores. Segundo Luz Marina, em seu país, os sindicalistas foram perseguidos durante anos e comparados aos guerrilheiros das Farc.

Já o professor político Erledes Elias da Silveira, disse que quem não gosta de politica não gosta de viver. Para ele, política é a luta pela dignidade da vida, por saúde, emprego e saneamento básico, por isso é preciso criar a consciência crítica nas pessoas. Segundo Erledes da Silveira, o conhecimento é o melhor caminho para a libertação do povo. Ele afirmou que o movimento sindical precisa se mobilizar para derrubar a proposta da reforma da previdência, que é prejudicial a classe trabalhadora.

SAÚDE

A saúde da mulher que trabalha em postos de combustíveis e lojas de conveniência também foi tema de debates. A exposição ao benzeno e o risco do produto tóxico para as frentistas foram abordados na palestrada médica do trabalho Daise Gardin, Ela citou que as fontes de contaminação estão em todos os ambientes do posto de combustíveis. De acordo ela, estudos comprovam que a exposição da mulher grávida ao benzeno pode afetar o feto, por isso é importante a realização de hemogramas semestrais para avaliar a saúde da frentista.

A questão da dependência química entre as mulheres chamou a atenção das dirigentes que participaram do seminário. Em palestra a psiquiatra Sueli Cabral revelou que o número de mulheres alcoólicas cresceu muito nos últimos anos. A médica afirmou que a sociedade costuma distorcer o conceito de dependência. Não é a quantidade de álcool ingerida que define se a pessoa é alcoólatra ou não, a dependência está ligada a alteração na vida social e laboral do indivíduo. Segundo Sueli Cabral, o álcool é o maior depressor do sistema nervoso. Para a frentista a relação com o álcool se torna mais perigosa porque o benzeno também ataca o fígado e isso pode comprometer ainda mais a saúde da trabalhadora.

CULTURA

As palestras foram intercaladas com música, dança e cinema. A dinâmica de grupo serviu para suavizar e harmonizar os trabalhos. Como numa grande roda, as sindicalistas aprenderam brincando como se empoderar, lutar e participar ativamente das ações políticas e sociais.

ENCERRAMENTO

No final do seminário, a advogada Maria Cristina Perez fez duras críticas a reforma da previdência encaminhada ao Congresso. Segundo ela, estudos comprovam que não há déficit na previdência. A advogada vai elaborar um documento com as reivindicações das frentistas que será encaminhado ao Congresso Nacional.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa Fenepospetro