6.4.17

1 - HOMEM PINTA “FORA TEMER” ENQUANTO TRABALHAVA NA RESTAURAÇÃO DO MUSEU NACIONAL DE BRASÍLIA; 2 - PERÍCIA MOSTRA QUE AO MENOS UM DOS TIROS QUE MATARAM MARIA EDUARDA PARTIU DE PM

REDAÇÃO -


“É a minha opinião política, nós temos liberdade de expressão”, disse o funcionário que pintou “Fora Temer” na fachada do Museu Nacional, nesta quarta-feira (05/04), enquanto trabalhava na revitalização do local, que foi alvo de pichações durante as manifestações em 2016.

Antes de terminar de pintar a parte mais alta da cúpula do museu, o trabalhador decidiu pichar a frase em que critica o chefe do Executivo federal. Logo depois, apagou os dizeres com a mesma tinta branca. O registro do fotógrafo do Correio Marcelo Ferreira mostra o momento em que o homem termina de pintar a frase.

Depois de descer da estrutura que o erguia, o funcionário não quis se identificar, nem conceder entrevista, apenas disse que estava exercendo a liberdade de expressão e se defendeu, afirmando que pintaria a parede por cima depois.

Segundo o GDF, a obra é de responsabilidade da Secretaria de Cultura e tem como objetivo evitar possíveis infiltrações. A pintura é a última fase do processo, que passou antes por lavagem e impermeabilização. Segundo a secretaria, a primeira etapa utilizou água não tratada, de caminhões-pipa vindos de Cristalina (GO).

A previsão inicial para duração do serviço, que começou em 11 de março, era de 20 dias, mas, por conta da chuva, o prazo foi adiado para 21 de abril, aniversário de Brasília.

Em nota, a Secretaria de Cultura informou que já entrou em contato com a firma contratada para realizar os serviços. A pasta garantiu que a pintura é uma atitude isolada de um funcionário de firma terceirizada contratada, e acrescentou que o dono tomará as providências cabíveis com relação à conduta do empregado. (via Correio Braziliense)

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Perícia mostra que ao menos um dos tiros que mataram Maria Eduarda partiu de PM

Peritos já identificaram que ao menos um dos tiros que atingiu Maria Eduarda, estudante morta dentro da escola em Acari, partiu de um dos dois PMs que foram presos na sexta-feira (31). A informação foi dada com exclusividade pela GloboNews nesta quarta-feira (5).

A perícia confrontou um projétil retirado do corpo da menina de 13 anos com o dos policiais militares e criminosos que trocaram tiros no dia do crime, quinta-feira (30), ao lado da Escola Municipal Jornalista e Escritor Daniel Piza, onde Maria Eduarda estutava.

Os dois PMs estão detidos desde sexta, após a circulação de um vídeo em que aparecem atirando em dois homens feridos, caídos no chão. Em depoimento, também obtido pela GloboNews, eles alegaram que atiraram por se sentirem ameaçados. (via G1)