18.4.17

A MÃE DE TODAS AS BOMBAS

MIRANDA SÁ -

“Inventam uma bomba e depois ficam arranjando conferências para que ela não seja detonada”  (Max Nunes)


Duas manchetes garrafais (a gíria jornalística antiga usava este adjetivo para títulos com letras enormes) ganharam o que resta de imprensa escrita: uma se espalhou pelo mundo inteiro, a “Mãe de todas as bombas” que os EUA jogaram no Afeganistão; a outra ficou na mídia jabuticaba, a Delação dos Oldebrechts…

Os arsenais dos EUA e da Rússia estocam bombas especiais, muito grandes, que os norte-americanos batizaram de MOAB – “Massive Ordnance Air Blast” -, que trocando em miúdos é “explosão aérea de imenso poder”. A conhecida ironia que percorre o Pentágono apelidou-a de “Mãe de todas as bombas”.

Também explodindo no ar, com fogo e estilhaços para todos os lados, tivemos no Brasil as delações de Emílio e Marcelo Odebrecht, pai e filho, e o séquito de diretores da empreiteira. Enxeridamente resolvi chama-las também de Mãe de todas as bombas, por se seguir a pequenas explosões que apenas arranharam a chamada classe política.

Vejamos: Temos no Brasil um organizado e gigantesco sistema de corrupção, traçado e executado pela parceria público-privada comandada por Emílio Odebrecht e Lula da Silva, que trocavam de posição às custas de propinas na direção dos negócios do governo federal.

São tão grandes a abrangência e a proporção sistemática do assalto aos cofres públicos que ia da compra de vereadores – como ocorreu em Uruguaiana, no interior do Rio Grande do Sul -, até operações internacionais em nove países, Angola, Argentina Colômbia, El Salvador, Equador, México, Peru, República Dominicana e Venezuela.

Restam aparecer os EUA e o Japão, por causa das transações criminosas realizadas na compra de refinarias, em Pasadena e na ilha de Okinawa; em ambas as mesmas digitais do lulopetismo corrupto acionado por Dilma, no conselho da Petrobras e na Presidência da República.

Impõe-se a importância altamente negativa para a economia nacional e a comprovação da desfaçatez criminosa de Lula, o caso das obras em Angola, em prejuízo para as normas do BNDES e propina sendo paga em diamantes…

Até agora, devidamente divulgados em louvor à transparência defendida pelo ministro Edson Fachin, do STF, temos 76 inquéritos abertos, entre os quais 31 – ou 40,8% – tratam de cobrança de propinas. Quando redigia este artigo, tive a informação de que os delatores da Odebrecht apresentaram documentos para corroborar acusações feitas em delações premiadas.

Os investigadores da inteligência da PF dispõem de papeis diversos, contas e extratos bancários, comprovantes de transferência de dinheiro e contratos fictícios que simulavam um serviço prestado à empreiteira para camuflar pagamento de dívida de campanha.

A bomba explodiu com tamanha magnitude que escondê-los foi impossível para certos órgãos de informação simpáticos a Lula e Emílio. Jornalistas e colunistas famosos ainda não fizeram autocrítica por não ter antevisto o que ocorria no País antes da detonação da “Mãe de todos as bombas”.

O povo não ficou atônito. Informou-se, comprovando do que já desconfiava. A Nação como um todo pede uma severa punição para os culpados. Entretanto, os partidos picaretas tentam sensibilizar a Justiça a aceitar uso do dinheiro do Fundo Partidário para quitar as multas por mau uso do mesmo fundo.

E o pior, pelo cinismo descarado: A imprensa publica que estão à liderar essa Frente Única pela Corrupção – FUC, um crime de lesa-Pátria, Lula, FHC E Temer.  Nenhum deles merece perdão.