18.4.17

NEGOCIAÇÃO SALARIAL DOS FRENTISTAS DO MUNICÍPIO DO RJ CONTINUA INDEFINIDA

Via SINPOSPETRO-RJ -

Terminou sem acordo, na semana passada, a rodada de negociação salarial dos cerca de 10 mil trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência do município do RJ. Uma nova rodada de negociação está prevista para a próxima semana.


Até o momento, o sindicato patronal do município do RJ não apresentou uma contraproposta que atenda às necessidades dos trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência da capital. No último encontro, realizado na semana passada, os patrões mantiveram a proposta de reajuste salarial de 4,75%, que mais uma vez foi rejeitada pela diretoria do Sindicato dos Frentistas do RJ (SINPOSPETRO-RJ).

Segundo o presidente do sindicato, Eusébio Pinto Neto, o aumento proposto de R$ 40,90 (quarenta reais e noventa centavos), não contempla as necessidades da categoria. Eusébio diz que a proposta é um desrespeito com os empregados de postos de combustíveis e lojas de conveniência que fidelizam os clientes e trabalham expostos a produtos tóxicos e inflamáveis. A choradeira do patrão para não conceder aumento real para os trabalhadores e novos benefícios ganhou um reforço este ano: a crise econômica. O artifício, no entanto, é usado pelas empresas de diversos setores. A grande diferença é que o setor de combustíveis foi o menos afetado pela crise; tanto que as vendas de gasolina e diesel iniciaram o ano em alta. E, para desfazer o discurso do caos, o município do RJ está entre as cidades que têm a gasolina mais cara do país, e mesmo assim, os frentistas cariocas têm um dos piores pisos salariais do Brasil.

O presidente do SINPOSPETRO-RJ diz que não vai abrir mão de lutar por melhorias para os trabalhadores. De acordo com Eusébio Neto, essa é a hora da categoria se unir ao sindicato para fazer valer os seus direitos. É preciso que o trabalhador participe, efetivamente, da negociação cobrando das empresas uma posição, já que não se consegue nada sem luta.

REIVINDICAÇÃO - Além do reajuste salarial de 16,36%, a diretoria do sindicato reivindica para a categoria vale-alimentação R$ 300,00, tíquete-refeição de R$ 20,00 e um piso salarial de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

CLÁUSULAS SOCIAIS - Na pauta de reivindicação, o sindicato cobra das empresas a lavagem dos uniformes dos trabalhadores, como determina o anexo II da NR 9, em vigor desde setembro do ano passado. Eusébio Neto esclarece que ao levar o uniforme para lavar em casa, o trabalhador põe em risco a saúde de toda a família.

O sindicato também reivindica o afastamento das funcionárias gestantes e lactantes de qualquer atividade em locais insalubres ou periculosos, a partir da comunicação do estado de gravidez ao empregador, até a liberação do médico. O SINPOSPETRO-RJ também pleiteia o cumprimento da NR 17, que determina a colocação de assentos, para o trabalhador descansar entre um abastecimento e outro.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ