10.4.17

PETROLEIROS, ELETRICITÁRIOS E ATINGIDOS POR BARRAGEM DISCUTEM: BASES E DESAFIOS PARA A LUTA POPULAR, NA ENERGIA

EMANUEL CANCELLA -

Vender ativos públicos a preços aviltados é fácil, quero ver se eles venderiam assim um patrimônio próprio.


Aconteceu, em São Paulo, como pauta da “Plataforma Operária e Camponesa para energia”, nos dias 7 e 8 de abril, no Centro de Formação Sagrada Família, SP. Presentes estavam o professor Luiz Pingueli Rosa; o ex-diretor da Petrobrás, Guilherme Estrela; Paulo Metri, do clube de Engenharia; os professores Dorival Gonçalves, da UFMT;  Igor Fuser, da Universidade Federal do ABC; Carlos Vainer , da UFRJ. Da FNP, Emanuel Cancella e Adaedson; da FUP, Jose Maria e João Moraes, o companheiro Magal, do Senge/SE, e muitos outros companheiros!

Majoritariamente o encontro reuniu trabalhadores do setor de energia, petróleo e do MAB (Movimento dos Trabalhadores Atingidos por Barragem).  Destaquei, no encontro, que os trabalhadores do petróleo e da energia fizeram o dever de casa nos quatro governos do PT, já que tornamos o Brasil autossuficiente em energia.

O grande problema é que tudo que foi conquistado está sendo destruído, principalmente no que diz respeito ao uso social dessas conquistas, como o nosso petróleo, que está sendo entregue; os royalties do pré-sal, que previam 75% para educação e 25% para a saúde, serão no governo golpista destinados para benefício dos gringos; tarifa social de energia para favorecer os mais pobres e expansão de luz do campo, nem pensar.

Estão privatizando nossa energia, transformando á agua e energia em mercadorias e liquidando a Petrobrás.

O professor Pingueli disse: “Vender ativos públicos a preços aviltados é fácil, quero ver se eles venderiam assim um patrimônio próprio”. Pingueli se referia aos leilões de hidrelétricas e de petróleo.

Vale lembrar que, na Petrobrás, Pedro Parente vende ativos, sem licitação, para quem quer e por quanto quer. E cinicamente, como sempre, quem vai financiar essas privatizações vai ser o BNDES, com dinheiro do contribuinte.

Além das mobilizações que a Plataforma vai organizar e se fazer presente, como nos leilões de hidrelétrica e de petróleo, participaremos também da greve geral do dia 28/4.

A Plataforma também vai elaborar uma cartilha para levar às populações mais populares o conhecimento da importância, em suas vidas, do petróleo e energia. A ideia é criar uma grande mobilização em torno do tema Petróleo e Energia e água.

É bom lembrar que, nas décadas 40 e 50,  o povo brasileiro, sem TV e sem internet, criou  os Centros de Estudos do Petróleo, nos principais municípios brasileiros, que culminou na campanha O Petróleo é Nosso! E resultou na criação da Petrobrás e do monopólio estatal do petróleo.

Além disso, a Plataforma deliberou que vamos trabalhar com afinco, no sentido de anular todas as privatizações do governo golpista de Michel Shell Temer. Vamos também elaborar um documento-compromisso, na área de energia, petróleo e água, para comprometer os parlamentares e  candidatos à presidência em 2018, tendo como base:

- O pré-sal é da nação, para saúde e educação!
- Água e energia não são mercadorias!

*Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, integra a coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), sendo autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro”