4.5.17

ENTREVISTA (2º PARTE) – “A COREIA SOCIALISTA É UMA FACADA NO CORAÇÃO DO IMPERIALISMO” LUCAS RUBIO, COORDENADOR DA POLÍTICA SONGUN-BRASIL [VÍDEO]

ILUSKA LOPES -

Praticando jornalismo de fato, fazendo contrapondo permanente a nefasta mídia hegemônica, hoje publicamos a segunda parte da entrevista com o coordenador do Centro de Estudos da Política Songun no Brasil (CEPS-BR), LUCAS RUBIO, também colaborador da TRIBUNA DA IMPRENSA Sindical. Para os leitores que perderam a primeira parte da entrevista, veja aqui.

Disciplinada, esta sargento orienta o trânsito nas exemplarmente limpas e pacatas ruas coreanas. Estas belas comunistas com frequência atraem a atenção das câmaras ocidentais /Fotos: flickr RPDC.
Quando em terras brasileiras, pesquisamos sobre a Coreia Socialista em sites de busca, é um festival de mentiras, desinformação e preconceitos. Segundo Lucas Rubio, pesquisador da cultura e da doutrina militar da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), o país prioriza investimentos nas artes e cultura. “No período da colonização japonesa, os imperialistas tentaram remover a cultura e as tradições coreanas, no inicio da Revolução existiam muitos analfabetos, o regime socialista retomou a cultura coreana e a incentivou na população, tornando isso uma marca, a valorização das artes e culturas regionais nunca mais parou, seguem até hoje”.


Cultura

O editor Daniel Mazola lembrou que vivemos numa sociedade de consumo, que o capitalismo vende a ‘promessa de felicidade’ em quase todos os produtos da indústria cultural, claro que essa promessa é tão falsa quanto o sorriso de um carrasco ou da promessa de liberdade dada a todos recém-chegados nos campos de extermino nazistas na Segunda Guerra Mundial. Lucas disse que na Coreia Socialista: “a população tem grande nível cultural e acesso as artes, principalmente cinema, teatro e música. Lá as artes servem ao povo, algumas coisas que aqui no ocidente são chamadas de arte e que degradam as pessoas, as mulheres, ou a nação de alguma forma, não ocorrem na Coreia Socialista, que reflete nas artes um extremo respeito às mulheres e a nação (...). Após o expediente nas fábricas, que possuem salas de teatro e tocam músicas, os operários e camponeses tem acesso ao teatro ou cinema (...). Eles têm o costume de realizar festas gigantescas extremamente organizadas como o festival Arirang, que é realizado no maior estádio do mundo (capacidade 150 mil), é o Estádio 1º de Maio, fica na capital Pyongyang. O país possui um dos maiores estúdios de arte do mundo, que produz muitos filmes e desenhos animados. Muitos desses desenhos são vendidos para o Ocidente e acabam não levando a assinatura original. Podemos ver na Europa, vários desenhos de ótima qualidade que foram produzidos na Coreia Socialista e que as pessoas não sabem que vieram de lá”.


Esporte

Nosso colaborador explicou que o incentivo na área dos esportes também é muito forte: “nas escolas, empresas, indústrias e nas faculdades todos tem acesso, é muito grande o incentivo a pratica de esportes. O estado investe em total infraestrutura para que a população usufrua. A seleção feminina de futebol foi campeã por vários anos de campeonatos na Copa Asiática, eles gostam muito de futebol o que gera identificação com os brasileiros (...). Também gostam de vôlei (foto baixo), basquete, natação e são uma potência no tênis de mesa. Na RIO 2016, a norte Coreana Song Kim I foi medalhista de bronze”.


Mulheres

Lucas Rubio fez questão de frisar que o respeito às mulheres e as pessoas mais velhas na Coreia Socialista é essencial, eles não aceitam a degradação da mulher. “As condições são iguais para homens e mulheres, desde 1946 quando foi assinado a Lei de Igualdade pelo presidente KIM IL SUNG. Metade do Exercito Popular da Coreia é composto por mulheres, não existe paralelo no mundo. As mulheres ocupam cargos de comando nas indústrias, fábricas, empresas e também cargos na política, muito diferente daqui, onde poucas mulheres estão na vida pública e, no entanto a maioria da população é de mulheres”. 


As mulheres da capital Pyongyang e jovens marinheiras na parada dos 65 anos do Partido dos Trabalhadores da Coréia

Habitação e Transporte

Segundo Lucas, “na Coreia Socialista a falta de habitação é inaceitável. O estado é o responsável, não existe propriedade privada, o setor da construção é um dos mais ativos e que mais se desenvolvem por lá, eles constroem prédios de apartamentos magníficos para os cidadãos, a aparência dos imóveis é de luxo, são distribuídos gratuitamente à população, respeitando alguns critérios (...), as pessoas ganham moradias que sejam bem próximas ao local de trabalho. Os estudantes que saem do campo para estudar em Pyongyang, tem garantido sua moradia, muito diferente daqui por exemplo, as grandes universidades não conseguem acomodar todos os seus alunos que vem de fora da cidade. O metrô em Pyongyang é uma coisa fora do comum, semelhante ao modelo russo, eles possuem grandes obras de artes, estátuas e lustres, justamente para aproximar a arte ao dia-a-dia das pessoas, seus trens são produzidos na Coreia Socialista”.


A capital Pyongyang, foto tirada durante a ultima parada militar
Quando o editor voltou a perguntar sobre assuntos militares, especialidade do entrevistado, ele falou: “Os norte coreanos desenvolveram uma tecnologia muito avançada no campo balístico, que a maiorias dos outros países não possui, como um míssil pequeno de longo alcance. Isso é uma facada no coração do imperialismo, uma nação pequena, tão independente e desenvolvida”.

Seguiremos trazendo informações exclusivas e diferenciadas, desmistificado conceitos e opiniões a respeito da Coreia Socialista. Visite a página flickr da RPDC e vejam centenas de fotos que asseguram o teor da entrevista, essa é a verdadeira Coreia Socialista. Agora, confira na íntegra a segunda parte da entrevista com Lucas Rubio.