9.5.17

INTERAGINDO COM A BASE E POR UMA EMPRESA 100% ESTATAL, VEM AÍ A NOVA DIRETORIA DO SINDIPETRO-RJ [VÍDEO]

DANIEL MAZOLA -

Chamar os trabalhadores e fortalecer o sindicato dos petroleiros nas lutas em defesa da categoria será prioridade na nova gestão do Sindipetro-RJ.


Sérgio Pope, Gustavo Marun e Natália Russo. Integrantes da nova diretoria eleita / Foto: Iluska Lopes.
A posse da nova Diretoria Colegiada e do Conselho Fiscal do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) está prevista para o dia 1º de junho de 2017. Estamos falando de lutadores, sindicalistas e trabalhadores que atuam na maior empresa do Brasil, chave para nosso desenvolvimento e soberania, fundamental na luta de classes. A Chapa 2 – Mudar o Sindipetro-RJ venceu com 70,23% dos votos válidos, contra 29,79% da Chapa 1 – Unidade Para Lutar.

O resultado indicou que o trabalho da Chapa 2, de reaproximação com as bases, foi decisivo para a vitória, e também refletiu uma vontade de mudança nos rumos da categoria. Para entender como será a nova gestão, estivemos no Edifício da Petrobrás, o Edisen, na Rua do Senado – Centro do Rio, onde trabalham mais de 4 mil pessoas, para conversar com três dos quarenta e cinco novos integrantes da diretoria eleita: Natália Russo LopesGustavo Baptista Marun e Sérgio Magalhães Gomes PopeEles revelaram que teremos uma nova era de lutas para os petroleiros cariocas.

Temos clareza que vamos enfrentar um momento conjuntural muito dramático, percebemos aceleração do projeto de privatização. As reformas trabalhistas e da previdência precarizam muito a condição dos trabalhadores, o sindicato tem que responder a altura, a gente não pode mais ficar naquela velha perspectiva dos ‘sindicalistas iluminados’, que vão resolver tudo sozinhos, ao contrario a gente tem uma proposta de reconectar os sindicalistas a sua base de representação. Então uma das primeiras medidas que precisamos fazer é buscar ampliar o numero de sindicalizados, e à medida que conseguirmos aumentar a base, iremos diminuir o percentual de contribuição que realmente é elevado. Queremos revolucionar a comunicação do sindicato”, frisou Gustavo Marun.

Para Marun o sindicato precisa voltar a ser uma ferramenta em defesa dos direitos da categoria, além de lutar por uma empresa 100% nacional e estatizada. “Atuaremos na intenção de garantir que a Petrobras continue sendo o que ela tem sido até hoje, um elemento marcante na economia do Brasil e na própria história do país. A Petrobras surgiu como fruto de uma mobilização popular, na campanha ‘O Petróleo é Nosso’ nos anos 40, ela só existe enquanto uma estatal forte por conta dessa conexão com os interesses nacionais e populares. De tempos pra cá ela vem sendo minada, fatiada, vendida, essa gestão atual da empresa ruma nesse sentido, claramente (...), precisaremos ter muita força política para barrar esse processo de privatização, e como falei não conseguimos fazer isso sozinho. Só conseguiremos barrar, se tiver um profundo respaldo da categoria e mais, da sociedade como um todo, essa é a linha política essencial”, explicou.

A nova diretoria lutará incansavelmente por uma empresa a serviço de nossa soberania e pelo desenvolvimento do povo brasileiro, garante Natália Russo, integrante da chapa vencedora para o triênio 2017-2020. As grandes multinacionais interessadas pelo petróleo estão de olho no pré-sal, no que são os grandes campos e a nossa tecnologia, que nos últimos anos cresceram muito. É obvio que eles querem isso, mas vamos fazer nossa resistência, não vamos deixar que essa empresa deixe de existir enquanto um instrumento de soberania e desenvolvimento do povo brasileiro”. Igualdade de gênero e o combate às opressões no sistema Petrobrás são temas que também ganharam apoio redobrado, afirma Natália.

Nossa ideia é resgatar a participação dos trabalhadores (...), nunca foi tão urgente, existe uma agenda de ataques muito profundos que visam retirar direitos históricos, que foram conquistados com muita luta e muita greve (...) a Constituição de 1988 foi resultado de greves e tudo isso hoje esta sendo atacado (...) a mídia tenta jogar a culpa de toda essa corrupção na Petrobrás (...) buscam enfraquecer a nossa imagem e com isso enfraquecer o nosso poder de mobilização de ganhar a sociedade, mas se construirmos um sindicato forte, que busque inclusive dialogo com os movimentos sociais, com as mídias alternativas, buscando ganhar a participação dos trabalhadores que formam a opinião pública e disputar essa imagem na sociedade, iremos conseguir mostrar que o problema não é o fato da Petrobras ser uma empresa estatal, pelo contrario, foi a lógica privada e das empreiteiras, o financiamento privado de campanha que levou a esse processo de corrupção. (...). Precisamos na verdade é dar mais voz aos trabalhadores que constroem essa empresa, ao povo que lutou para que essa empresa existisse com as mobilizações populares, precisamos democratizar a Petrobras para colocá-la a serviço do povo brasileiro, e assim resolver o problema da soberania energética do nosso país que é fundamental”, enfatiza Natália Russo.

Nosso projeto editorial apoia e defende a luta do Movimento Sindical, diferentemente da imprensa de mercado, venal instrumento de Estado e grupos econômicos. Desejamos boa sorte aos vencedores e a nova gestão, Luta que segue redobrada frente aos novos desafios!

Confira o vídeo: