30.5.17

MPT DO ESPÍRITO SANTO COBRA DE DONOS POSTOS DE COMBUSTÍVEIS DECISÃO SOBRE REAJUSTE DOS FRENTISTAS

Via FENEPOSPETRO -

O impasse em torno da negociação salarial dos 6 mil trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência do Espírito Santo pode chegar ao fim na próxima quinta-feira (1º). Ontem (29), o Ministério Público do Trabalho (MPT) cobrou mais comprometimento dos patrões para resolver a crise.


A intervenção da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (MPT) na defesa dos direitos dos trabalhadores no país tem causado um grande desconforto para o setor econômico. O incômodo chegou a tal ponto que muitos deputados no Congresso Nacional, comprometidos com os interesses dos empresários, defendem abertamente, o fim da Consolidação das Leis do Trabalho, nas discussões sobre a reforma trabalhista. O objetivo dos parlamentares e dos empresários é que a classe operária não possa mais recorrer à Justiça. E nesta segunda-feira (29), O MPT do Espírito Santo, mostrou o quanto é importante a participação ativa desses órgãos públicos para fazer valer a lei.

A negociação coletiva dos seis mil trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência, que se arrasta há cinco meses, pode chegar ao fim na próxima quinta-feira (1º). Por determinação da Procuradora Maria de Lurdes Hora Rocha, do Ministério Público do Trabalho, o sindicato patronal terá que realizar uma assembleia até quinta, com os donos de postos de combustíveis, para aprovar uma contraproposta que deverá ser apresentada aos trabalhadores.

A audiência realizada ontem no MPT contou com o reforço do presidente da Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO), Eusébio Pinto Neto, que exigiu das empresas respeito com a categoria que conta com mais de 600 mil trabalhadores de postos de combustíveis em todo país. Ele cobrou também uma definição para o impasse, que traz prejuízos não só econômicos, mas também emocional para os frentistas. Eusébio Neto destacou que todos perdem com essa indefinição, principalmente, o trabalhador que é a parte mais fraca do processo.

IMPASSE

Segundo o presidente do Sindicato dos Frentistas do Espírito Santo, Wellington Bezerra, o impasse começou quando os patrões ameaçaram retirar direitos da categoria. Ele revela que as empresas querem impor a troca do pagamento dos feriados trabalhados por folga. Wellington considera a proposta absurda, já que o pagamento é determinado pela CLT e os patrões querem se anteceder a reforma trabalhista.

O presidente do sindicato diz que conseguiu elevar o valor do reajuste salarial da categoria para 7% e agora tenta melhorar a proposta de aumento para o vale-alimentação. Wellington Bezerra afirma que não aceita a imposição dos patrões em negociar aumento mediante retirada de direitos. “ É hora do trabalhador se unir ao sindicato para fortalecer a luta em defesa dos direitos conquistados nas últimas negociações”, completa.

NEGOCIAÇÃO

Após seis rodadas de negociação e duas audiências de conciliação no Ministério do Trabalho e Emprego do Espirito Santo, os patrões se mantiveram irredutíveis, o que levou o sindicato da categoria a pedir interferência do MPT.

O Sindicato dos Frentistas do Espírito Santo, que representa os trabalhadores de postos em 78 municípios do estado, iniciou as negociações, em dezembro, reivindicando reajuste salarial de 20%, gratuidade do vale-transporte, gratuidade dos planos de saúde e Odontológico, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de adicional de caixa e de dupla função.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa Fenepospetro