18.5.17

PATRÕES PARTICIPAM DE NEGOCIAÇÃO SALARIAL NA NOVA SEDE DO SINDICATO DOS FRENTISTAS DO RIO DE JANEIRO

Via SINPOSPETRO-RJ -

Uma nova rodada de negociação salarial será realizada nesta quinta-feira (18), às 15h na sede do SINPOSPETRO-RJ, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. A diretoria do sindicato espera que a negociação, pela primeira vez na casa do trabalhador, avance com novas propostas que contemplem as necessidades da categoria.


A diretoria do SINPOSPETRO-RJ espera acabar hoje (18), com o impasse na negociação dos cerca de dez mil trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência do município do Rio de Janeiro. A categoria, com data-base em 1º de março, reivindica aumento salarial de 16,36%. Além do reajuste, os trabalhadores querem vale-alimentação no valor de R$ 300,00, um piso salarial da categoria de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-transporte gratuito e tíquete-refeição diário de R$ 20,00.

Depois de três meses de intensos debates, a negociação salarial dos trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência do município continua indefinida. Isso porque os patrões insistem em impor uma carga horária diferenciada para a categoria, com o objetivo unicamente de aumentar os seus lucros. A diretoria do SINPOSPETRO-RJ rejeitou a proposta que é desfavorável ao trabalhador, porque compromete a saúde do frentista.

O presidente do SINPOSPETRO-RJ critica a proposta de mudança de horário na jornada de trabalho, que além de ir contra a Convenção Coletiva atual da categoria, vai trazer prejuízos para o frentista. Eusébio Neto afirma que qualquer mudança precisa da concordância da categoria, que não pode ser tratada como escrava. Ele denuncia que, apesar de o sindicato brigar há sete anos por melhorias nas condições de salários e trabalho do frentista, a categoria do RJ ainda recebe um dos piores pisos do Brasil, ficando atrás até dos estados do Norte do país.

Nos últimos sete anos, a diretoria do SINPOSPETRO-RJ conquistou para a categoria aumento real, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados e estendeu para todos os trabalhadores o adicional de 30% de periculosidade, inclusive para os funcionários das lojas de conveniência. Essas conquistas, portanto, são fruto de muita luta e determinação da diretoria, que sozinha enfrenta os patrões e briga por aumento.

CLÁUSULAS SOCIAIS

Na pauta de reivindicações, o sindicato cobra das empresas a lavagem dos uniformes dos trabalhadores, como determina o anexo II da NR 9, em vigor desde setembro do ano passado. Eusébio Neto esclarece que ao levar o uniforme para lavar em casa, o trabalhador põe em risco a saúde de toda a família.

O sindicato reivindica ainda o afastamento das funcionárias gestantes e lactantes de qualquer atividade, dos locais insalubres, ou periculosos, a partir da comunicação do estado de gravidez ao empregador, até a liberação do médico. O SINPOSPETRO-RJ também pleiteia o cumprimento da NR 17, que determina a colocação de assentos para o trabalhador descansar entre um abastecimento e outro.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa, Sinpospetro-RJ