31.5.17

PROTESTO EM HOSPITAL FEDERAL DENUNCIA PRIVATIZAÇÃO ATRAVÉS DO SÍRIO E LIBANÊS

Via SINDSPREV-RJ -


Para impedir a “visita” de representantes do Hospital Sírio e Libanês ao Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), servidores e usuários participaram de manifestação convocada pelo Sindsprev/RJ, na porta da unidade, nesta terça-feira (30/5), por volta das 9 horas. O ato foi também contra a decisão da direção do hospital de fechar a Emergência. Visitas como esta estão sendo programadas para as demais unidades federais. Nova manifestação no HFB foi marcada para o próximo dia 5.

O grupo privado foi contratado pelo ministério da Saúde a fim de elaborar um diagnóstico de toda a rede federal do Rio de Janeiro, com o objetivo de privatizá-la. O diretor do Sindsprev/RJ, Sidney Castro, lembrou que a iniciativa já havia sido anunciada pelo ministro Ricardo Barros em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro, no último dia 17, na qual criticou o “mal funcionamento” dos hospitais federais, acrescentando que um “ente privado” seria contratado para gerir a rede.

“Ao fazer isto, o ministro, assume a sua incompetência como gestor, ele que é engenheiro e nada entende de saúde. O problema dos hospitais é a não realização de concurso público para a admissão de servidores em substituição aos que se aposentam, ou falecem, tendo como consequência a presença insuficiente de pessoal para atender à população e a falta de investimento em equipamentos e insumos. Privatizar a gestão, não resolve o problema e abre brechas, como já acontece com as organizações sociais e fundações no estado e no município do Rio, para as mais variadas formas de desvio de recursos públicos”, afirmou.

Acrescentou que cabe aos servidores e usuários resistir a esta negociata. Protestou, ainda, contra o fechamento da emergência. “É mais uma prova ao mesmo tempo do descaso deste governo para com a vida da população e uma óbvia tentativa de justificar a privatização do HFB”, afirmou.

Política de governo

Segundo Luiz Henrique, também diretor do Sindsprev/RJ, a contratação do Sírio e Libanês como gestor terceirizado faz parte da política do governo Temer de retirar direitos do trabalhador e privatizar o serviço público e gratuito prestado à população, para beneficiar grupos privados. “Um governo mergulhado na lama da corrupção não tem legitimidade para continuar no poder. Mas eles seguem em frente atacando a saúde, com esta tentativa de entregar bilhões do setor para as mãos do Sírio e Libanês”, frisou.

* Informações via e-mail por Secretaria de Imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro