24.5.17

QUEM VAI ESTANCAR A PICARETAGEM DO PEDRO PARENTE NA PETROBRÁS?

EMANUEL CANCELLA -


O juiz Sérgio Moro é que não, posto que é cumplice do desmonte da Petrobrás, já que, no comando uma CPI que investiga a empresa, protege os tucanos verdadeiros corruptos e permite que eles destruam o maior patrimônio dos brasileiros.

Parente, desrespeitando a legislação brasileira, continua a vender ativos sem licitação para quem e por quanto quer. Realiza o maior feirão do mundo, liquidando até área do pré-sal, como o campo de Carcará, a preço de um refrigerante o barril (4) e a petroquímica de Suape, pelo valor de 5 cinco dias de faturamento (3).

Pedro Parente já deveria ter seu sigilo telefônico e bancário quebrado, pois ninguém faz o que ele faz de graça. E lembre-se que Parente é reincidente em sua prática criminosa, haja vista que foi denunciado em ação que versa sobre venda de ativos, quando ministro de FHC (2).

Moro gasta seu tempo todo em viagem para os EUA para fazer proselitismo: “Numa rara entrevista, Moro chegou a se comparar com Eliott Ness, do filme “Os Intocáveis”(1)”.  Realmente lá ele é herói,  talvez Robin Hood ao inverso, pois permite a passagem do petróleo dos pobres brasileiros para os gringos.

Moro e Dallagnoll insistem na tese que veio do power pointer, com a tragicômica apresentação ao vivo na Globo, de onde soltaram a pérola : “sem provas mas com convicção de que Lula é o comandante máximo da corrupção na Petrobrás.(9)”

Eu enquanto cidadão e petroleiro, tenho a convicção de que FHC,  Pedro Parente e Moro formam uma quadrilha que comanda, e sempre comandou, a corrupção na Petrobrás. Aliás escrevi um livro “A outra Face de Sérgio Moro” que esta a venda nos seguintes locais (10).

Porém, tenho certeza de que ninguém pode ser citado, denunciado ou preso, com base apenas na convicção de quem quer que seja.

E aí fica escancarada a cumplicidade do juiz Moro e do procurador Dallagnol, que nem sequer investigam a gestão de FHC, apesar de várias vezes delatado na operação Lava Jato, muitas vezes até envolvendo até o próprio filho (5,6).

A mesma omissão da operação Lava Jato se verifica em relação à gestão de Pedro Parente, sendo que esta já foi até denunciada ao MPF, formalmente, em novembro de 2016, e a resposta do MPF foi, em nome do juiz Sérgio Moro, acusar e intimar o petroleiro que fez a denuncia (7,8).

Pedro Parente não só destrói a Petrobrás como ataca o direito dos petroleiros: em sua gestão, os Petroleiros, mesmo batendo sucessivos recordes de desempenho, não têm aumento real;  mascarando o balanço da companhia, acabou com a participação nos lucros, prevista na lei 10.101/2000.

suspendeu o Beneficio Farmácia, que hoje sobrevive pelo reembolso de alguns remédios pagos. A categoria e seus dependentes, mesmo sem utilizar remédio, continua pagando pelo beneficio e para conseguir o reembolso é uma verdadeira tortura, que leva muitos a desistirem de pegar o dinheiro de volta. Parente entrega de forma criminosa patrimônio valiosos da Petrobrás ao gringos e corta até remédios dos petroleiros.

Mesmo sendo um fora da lei, Pedro Parente criou uma gerência de “Governança e Compliance” que impõe à categoria um código de ética e curso de combate à corrupção.  É o famoso faça o que eu digo, mas não faça o que faço.

Pergunta que não quer calar” quem vai quebrar a blindagem que Moro e a Lava Jato construíram em torno dos tucanos, FHC e Pedro Parente, para destruir a Petrobrás? Será que a PF, juiz de algum tribunal, MPF, STF? Quem?

Ou será Moro, como imaginam muitos juízes, um deus?

Fonte:

* Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, integra a coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), sendo autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro”