1.6.17

1- PLANALTO FRAUDOU AGENDAS DE TEMER APÓS DELAÇÕES; 2- MPF PEDE PRISÃO DE LULA E OUTROS SEIS RÉUS NO CASO DO TRIPLEX

REDAÇÃO -


Servidores de informática do Palácio do Planalto revelam dezenas de modificações nas agendas antigas de Michel Temer realizadas na manhã de 18 de maio, dia em que foi deflagrada a Operação Patmos pela Polícia Federal.

A investigação tem como base denúncias feitas na delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, além do executivo Ricardo Saud, do grupo J&F, e que atingiu diretamente o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o próprio Temer.

Reportagem da revista Época, que divulgou a denúncia das agendas, submeteu os códigos-fonte das páginas na internet que registram as agendas antigas de Temer a dois peritos da PF que, separadamente, chegaram à mesma conclusão: o servidor do Planalto foi acessado e as agendas antigas manipuladas naquela manhã.

Na data de 18 de agosto de 2014, por exemplo, quando o então vice-presidente recebeu o lobista Ricardo Saud em Brasília, com a informação de que obteve o aval para o repasse de R$ 15 milhões ao PMDB na campanha eleitoral, há apenas a seguinte informação: "sem compromisso oficial".

Em nota, o Palácio do Planalto reconheceu à Época que acessou os servidores da Presidência para edição das agendas antigas de Michel Temer, mas disse que a motivação foi apenas burocrática. O governo negou ter modificado ou suprimido informações das agendas. (via 247)

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MPF pede prisão de Lula e outros seis réus no caso do triplex

O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta sexta-feira (3) ao juiz Sérgio Moro a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros seis réus pelos crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro e que cumpram as respectivas penas em regime fechado. As informações são do portal G1.

Na ação, Lula é acusado de ter se beneficiado de dinheiro desviado da Petrobras na compra e reforma do triplex no Guarujá, assim como no transporte de seu acervo presidencial após a saída do Planalto.

De acordo com as alegações do MPF, apartamento seria entregue a Lula, como contrapartida por contratos que a OAS fechou com a Petrobras, nos anos em que o político foi presidente da República. Também faz parte da denúncia o pagamento que a OAS fez à transportadora Granero, para que a empresa fizesse a guarda de parte do acervo que o ex-presidente recebeu ao deixar o cargo.

Além de Lula, constam no pedido a prisão do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, e outros executivos da construtora, que foram acusados de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Embora tenha pedido que todos sejam presos, o MPF diz que Léo Pinheiro, Agenor Franklin Medeiros e Paulo Gordilho devem ter as penas reduzidas pela metade por terem confessado seus crimes e por terem prestado "esclarecimentos relevantes acerca da responsabilidade de coautores e partícipes nos crimes".

Os procuradores pediram ainda que o ex-presidente seja condenado a pagar R$ 87 milhões em multas.

As defesas têm até 20 de junho para contestar os argumentos apresentados pelo MPF. Esta é a última fase da ação penal. Após todas as partes apresentarem as alegações finais, o processo volta ao juiz Sérgio Moro, que vai definir se condena ou absolve os réus.

A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva também era ré deste processo, mas teve nome excluído da ação penal após a morte dela, em fevereiro deste ano. (via ZH)