2.6.17

1- PROCURADORIA DENUNCIA AÉCIO AO STF POR CORRUPÇÃO PASSIVA E OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA; 2- JUIZ DETERMINA TRATAMENTO IGUALITÁRIO ENTRE DETENTAS E ANDREA NEVES

REDAÇÃO -
Aécio e Andrea, netos de Tancredo Neves.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta sexta-feira (2) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o senador Aécio Neves (PSDB) pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça.

Também foram denunciados, mas somente por corrupção passiva, a irmã de Aécio, Andrea Neves; o primo, Frederico Pacheco; e o ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) Mendherson Souza Lima.

A denúncia é baseada nas investigações da Operação Patmos, em razão da qual Aécio foi afastado do mandato parlamentar, e Andrea Neves, Pacheco e Souza Lima foram presos. Eles foram citados nas delações premiadas de executivos da JBS.

Um dos elementos da investigação é uma gravação do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, que registrou com um gravador escondido uma conversa entre ele e o senador.

No diálogo, Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões a fim de pagar um advogado para defendê-lo na Operação Lava Jato.

A Polícia Federal filmou, com autorização do STF, a entrega por Ricardo Saud, diretor da JBS, de uma parcela de R$ 500 mil ao primo de Aécio, Frederico Pacheco, que posteriormente repassou o dinheiro a Mendherson de Souza Lima, assessor do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Pacheco e Souza Lima foram presos na Operação Patmos.

A denúncia contra Aécio Neves será analisada pelo relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, que vai notificar os acusados a apresentarem defesa. Depois, em prazo não definido, levará o caso à Primeira Turma do STF, que decidirá se Aécio vira réu pela acusação.

Aécio é alvo de oito inquéritos no Supremo. Um deles é a investigação aberta a partir da delação dos executivos e donos da JBS, na qual o senador foi denunciado.

Há outros cinco inquéritos abertos para investigá-lo a partir das delações dos executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, todos no âmbito da Operação Lava Jato, e mais dois instaurados a partir das delações do senador cassado Delcídio do Amaral, que estão sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. (…) (via G1)

***
Juiz determina tratamento igualitário entre detentas e Andrea Neves

Após a denúncia de que Andrea Neves, presa na operação Patmos, estaria recebendo regalias no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto (Piep), em Belo Horizonte, conforme publicou O TEMPO com exclusividade, as cinco detentas autoras da carta que narrou o tratamento diferenciado dado pela direção à irmã do senador Aécio Neves (PSDB) retornaram ao pavilhão X-5, destinado a presas com formação universitária.

Segundo Paula Marzano, advogada de duas das presas, uma visita surpresa realizada na manhã dessa terça-feira (31) pelo titular da Vara de Execuções Penais de Belo Horizonte, Luiz Carlos Rezende e Santos, determinou o tratamento igualitário entre todas as reclusas com curso superior. “Agora está tudo bem, todos os excessos concedidos a Andrea Neves foram retirados e todas estão convivendo pacificamente”, revelou Paula Marzano. (via O Tempo)