3.7.17

1- PRESO O MAIOR EMPRESÁRIO DE ÔNIBUS DO RIO DE JANEIRO, AMIGO DE GILMAR MENDES; 2- ADVOGADO QUE ATUOU NO GOLPE PEDE AGORA POVO NA RUA PARA TIRAR MICHEL TEMER

REDAÇÃO -


A Polícia Federal prendeu, na noite deste domingo (2), Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários do ramo de ônibus do Rio de Janeiro. Ele foi preso no Aeroporto Internacional Tom Jobim, pela Força Tarefa da Lava Jato, enquanto tentava embarcar para Lisboa.

O empresário já estava na área de embarque. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, com base em investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal que encontraram indícios que o empresário pagou milhões de reais em propina para políticos do Rio.

A Polícia Federal estava monitorando o empresário e antecipou a prisão, que aconteceria nos próximos dias, quando foi informada que Jacob embarcaria para Portugal com passagem só de ida.
(...)

PS: Jacob Barata é um dos financiadores de políticos no Rio de Janeiro e lidera um consórcio de empresários de ônibus que há décadas paga mensalinho para deputados estaduais. Em troca, garantem tarifa favorável no transporte intermunicipal. Jacob também tem muita influência no Judiciário. O ministro Gilmar Mendes esteve no casamento de sua filha, numa das maiores e mais caras festas realizadas no Copacabana Palace, que mereceu uma excelente crônica de Hildegard Angel, em julho de 2013. O presidente em exercício do PSDB, Tasso Jereissati, também estava presente. (via G1)
***
Advogado que atuou no golpe pede agora povo na rua para tirar Temer
Do Estadão:


(…) É o momento de a sociedade novamente se mobilizar, não apenas nas redes sociais ou pelos movimentos, mas com os movimentos sociais. É o instante da coalisão (sic) para o futuro, unindo forças da sociedade civil organizada, conjugando entidades de classe as mais diversas e organismos não governamentais os mais diferentes em torno de uma agenda mínima de proteção da democracia, contra o acordo espúrio feito por cima pelos parlamentares em troca desonesta de favores com o Executivo e para assegurar a manutenção das condições de revitalização da economia sem perder de vista o objetivo de redução da desigualdade social.

É hora também de retornar às ruas para dizer não ao conchavo que quer impedir a Justiça de analisar o processo no qual o presidente é denunciado por corrupção passiva. A recusa da Câmara soará ao povo como obstrução da Justiça para garantir a continuidade de um governo tisnado por acusação grave.