15.8.17

1- MUDANÇA NA META FISCAL É FRACASSO DE MEIRELLES E PREJUÍZO MAIOR FICA COM OS MAIS POBRES; 2- URUGUAI ACIONA MERCOSUL SOBRE REFORMA TRABALHISTA DO BRASIL

REDAÇÃO -


Se não houver mudança de última hora, as metas fiscais deste e do próximo ano deverão ficar mesmo em R$ 159 bilhões negativos. Podem ser fixadas um pouco acima de R$ 159 bilhões, mas abaixo de R$ 160 bilhões, para efeito de propaganda.

Essa era a posição que o presidente Michel Temer sinalizava bancar até ontem, mas haverá mais uma reunião hoje para acertar detalhes. Se confirmadas as novas metas, será uma elevação de R$ 50 bilhões em relação às previsões para 2017 e 2018.

Os números atuais são de um deficit de R$ 139 bilhões neste ano e de R$ 129 bilhões no próximo, somando R$ 268 bilhões. Agora, a conta deverá ser elevada para R$ 318 bilhões e uns quebrados. Essa revisão corresponde a um erro de previsão de quase 20% em relação às metas previstas. É um erro de cálculo significativo ao estimar receitas e despesas.

Como o Congresso se recusa a aumentar impostos, sobretudo das fatias mais ricas do funcionalismo público e da iniciativa privada, a conta cairá mais pesadamente sobre os ombros dos mais pobres, porque a dívida pública crescerá ainda mais. Isso sempre cobra um preço mais alto dos mais pobres, porque significa orçamentos ainda mais apertados, inclusive para a área social.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu no fim de semana um número menor de rombo para o ano que vem, mas ouviu críticas do Planejamento e da área política de que seria uma decisão irrealista. Aliás, o time político queria fixar um rombo ainda maior, porque crê que essas novas metas talvez não sejam atingidas.

Maquiagem fiscal - Há um arranhão na credibilidade da atual equipe econômica. Na prática, ela está adotando uma medida que criticou duramente no governo Dilma. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, assumiu dizendo que o novo time econômico trabalharia com metas realistas. Está havendo uma maquiagem fiscal semelhante às que ocorreram no governo Dilma. (…)

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Uruguai aciona Mercosul sobre reforma trabalhista do Brasil

O Uruguai apresentou pedido de consulta ao Mercosul durante o fim de semana, segundo afirmou o ministro de Relações Exteriores do país, Rodolfo Nin Novoa, em comunicado no site da presidência uruguaia.

O comunicado aponta que o Uruguai está preocupado com a concorrência com base na erosão dos direitos trabalhistas. “Salários não podem ser uma variável de ajuste competitivo”, disse Nin Novoa.

O pedido de consulta se baseia em protocolo trabalhista assinado em 2015 pelos quatro países fundadores do Mercosul — que inclui além de Brasil e Uruguai a Argentina e o Paraguai. (via Globo)