21.9.17

1- ANALISTAS EXPÕEM PONTO FRACO DOS EUA: INCAPACIDADE DE DESTRUIÇÃO DE MÍSSIL NORTE-COREANO; 2- APÓS ENFRENTAR TERREMOTO, BRASILEIROS SE MOBILIZAM PARA AJUDAR VÍTIMAS NA CIDADE DO MÉXICO

REDAÇÃO -

Apesar de Donald Trump, presidente norte-americano, ter dito na Assembleia Geral que os EUA poderiam "totalmente destruir" a Coreia do Norte em caso de ataque, o arsenal dos Estados Unidos, talvez, não seja capaz de parar um possível golpe nuclear, opinam alguns analistas.

KIM JONG UN, líder da Coreia Socialista, dirigiu no dia 29 de agosto um treinamento de lançamento com um foguete Hwasong-12.
Alguns especialistas na área militar e defesa antimíssil acreditam que mesmo se os EUA tivessem informações de que a Coreia do Norte representa uma ameaça real ao país ou aos seus aliados, é possível que não tenham capacidade de destruir o míssil "do inimigo".

O lançamento do projétil norte-coreano de médio alcance sobre a ilha japonesa de Hokkaido, em 15 de setembro, atingiu a altitude máxima de 770 km, de acordo com a União dos Cientistas Preocupados (UCS, sigla em inglês). Contudo, Joseph Cirincione, criador da fundação de segurança global Ploughshares, diz que os EUA e o Japão não possuem capacidade necessária para interceptar um míssil lançado a essa altitude.

Conforme o site Defense One, Cirincione procedeu declarando que nenhum sistema antimíssil atual pode atingir a altitude, atingida pelo projétil norte-coreano.


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Após enfrentar terremoto, brasileiros se mobilizam para ajudar vítimas na Cidade do México

"Quando o alarme de terremoto soou, eu achei que tinha disparado por engano", conta a brasileira Elisabete Rocha Pagani, de 63 anos, que pensava estar preparada para enfrentar abalos sísmicos - afinal, morando há sete anos na Cidade do México, já havia passado por alguns e acabado de fazer um treinamento para situações assim.

Isso não impediu que fosse pega de surpresa e tomada pelo medo e pela sensação de impotência quando a terra tremeu na terça-feira. "Parecia que eu estava surfando no concreto. Você se sente a mercê da natureza, e muito frágil. Tem que fazer o melhor para se proteger e contar com a sorte."

Pagani estava perto do edifício onde mora quando o abalo de magnitude 7,1 atingiu a região central do México no início da tarde de ontem, deixando pelo menos 225 mortos e um número ainda indefinido de feridos, entre eles dois brasileiros, segundo o Itamaraty.

Naquela manhã, ela havia cumprido a simulação anual que o México faz em 19 de setembro, data do terremoto mais intenso já registrado no país - em 1985, um abalo de magnitude 8 deixou 10 mil mortos e 30 mil feridos. A medida busca preparar a população para esse tipo de incidente.

Três horas depois, a brasileira enfrentava o pior tremor de sua vida.