13.10.17

1- BRASIL CAMINHA PARA TER DÍVIDA DO TAMANHO DA SUA ECONOMIA; 2- EM MILÃO, DORIA DEFENDE RAÇÃO PARA OS POBRES: “É O MESMO QUE OS ASTRONAUTAS COMEM"

REDAÇÃO -


Duas estimativas divulgadas nos últimos dias mostram o tamanho do desafio enfrentado pelo Brasil para equalizar as suas contas públicas.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão do Senado que monitora o cenário fiscal, divulgou na segunda-feira (09) o seu relatório de outubro com três cenários possíveis.

No mais pessimista, o Brasil cresce apenas 0,3% em 2017 e 0,4% em 2018 e não faz reformas estruturais para conter o aumento de gastos.

O resultado é que a dívida bruta subiria dos atuais 73% para 100% do PIB entre 2020 e 2021. Ou seja, o país teria uma dívida bruta equivalente ao total produzido em bens e serviços no espaço de um ano.

No cenário mais provável, a reforma da Previdência é encaminhada em um prazo maior, o Brasil cresce 0,7% em 2017 e 2,3% em 2018 e a dívida bruta chega a 93,5% do PIB em 2025 para então começar a cair.

“O risco de insolvência fiscal está controlado, mas ele existe”, resume o texto assinado pelo diretor-executivo Felipe Salto. (via Exame)

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Em Milão, Doria defende ração para os pobres: “É o mesmo que os astronautas comem"

Do Uol:

A gestão João Doria lançou nesta semana o programa Alimento para Todos, que prevê a distribuição de um composto, feito com base em alimentos que não seriam vendidos, para a população mais pobre da capital paulista. No vídeo em que apresenta o programa, Doria mostra um biscoito feito com o composto, o que gerou críticas nas redes sociais, onde o alimento foi chamado de “ração” e “granulado”.

“Aqui você tem alimentos que seriam jogados no lixo e que são reaproveitados, com toda a segurança alimentar. São liofilizados [desidratados a baixa temperatura para conservação] e transformados em um alimento completo: em proteínas, vitaminas e sais minerais. A partir do mês de outubro, começa a sua distribuição gradual, por várias entidades do terceiro setor. Igrejas, templos, a sociedade civil organizada, além da Prefeitura de São Paulo, para oferecer às pessoas que têm fome”, disse o prefeito, em um vídeo postado em suas redes sociais. “Em São Paulo inicialmente, e depois em todo o Brasil.”

Em Milão, o prefeito rebateu as críticas. Disse que elas eram fruto de “total falta de conhecimento”. “O Brasil tem de colocar ideologia e partidarismo nas coisas. Aquilo foi desenvolvido por cientistas. É um trabalho de anos. Foi submetido à prefeitura com todo o respaldo de cientistas. O alimento liofilizado dura anos. É o mesmo que os astronautas consomem em missões espaciais. É bom. Eu experimentei. Tem vários sabores”, afirmou.

O Alimento para Todos é resultado de um projeto de lei do vereador Gilberto Natalini (PV), que foi secretário do Verde de Doria, mas saiu após desentendimentos com a gestão do tucano. O vereador defendeu o programa, mas não a apresentação do granulado.

“O programa é sério, existe há anos, eu acompanho o desenvolvimento há dez anos. A ideia é reaproveitar alimentos para a produção de uma farinata. É essa farinata que, depois de embalada, dura até um ano. Da farinata se fazem bolos, massas para macarrão e biscoitos, com a adição de sabores”, disse o vereador. “O prefeito foi deselegante em lançar o programa, que nasceu de um projeto de lei, sem citar o autor do projeto.” (…)

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