10.10.17

1- LULA: “SE ELES ACHAM QUE ME TIRANDO DA DISPUTA ESTÁ RESOLVIDO O PROBLEMA DELES, FAÇAM E VAMOS VER O QUE ACONTECE”; 2- EM VÍDEO, YUNES CONFESSA QUE RECEBEU UM PACOTE DE R$ 1 MILHÃO A PEDIDO DE PADILHA

REDAÇÃO -


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que pode ser impedido de disputar as eleições de 2018 e que pode atuar como cabo eleitoral de outro nome do partido. “Eles chegam a dizer que se o Lula for candidato, ele não vai ter força como cabo eleitoral. Testem!”, disse. Fernando Haddad, principal cotado para substituí-lo em caso de impedimento, foi exaltado no discurso.

O pronunciamento foi nesta 2ª feira (9.out.2017) em seminário sobre educação, desenvolvimento e soberania nacional promovido pelo PT em Brasília. Em tom mais moderado que o anterior à respeito de sua candidatura, o ex-presidente afirmou que sua ausência nas eleições não o impedirá de influenciar os votos.

“Se eles acham que me tirando da disputa esta resolvido o problema deles, façam e vamos ver o que acontece”, disse. “O problema é que nesse país tem milhões e milhões de jovens, de adultos, de velhos como eu, de crianças, que já aprenderam a ter consciência política.”

“Obviamente que eles podem [impedir a candidatura], junta meia dúzia de juízes, vota e não me deixa ser candidato. O Al Gore ganhou as eleições, uma decisão da Suprema Corte deu a vitória pro Bush e ele ficou quieto”, disse.

O petista também rebateu as acusações feitas contra ele pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e as sentenças do juiz Sérgio Moro. “Eu sei que eu tô lascado. Porra, todo dia 1 processo. Eu não quero nem que o Moro me absolva, quero que ele peça desculpas”, afirmou.

O ex-presidente mencionou o outro pré-candidato ao Planalto, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), em menção a uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo que afirmou que o deputado agrada investidores. “Se o Bolsonaro agrada o mercado, nós do PT temos que desagradar o mercado”, disse, para o delírio da militância.

Mais moderado, Haddad não fez menção a uma candidatura. Criticou o governo Temer e exaltou os governos petistas. “O presidente Lula não deixou uma marca na educação, deixou 30. E isso não é modo de falar”, disse(…)
(via Poder360)

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Em vídeo, Yunes confessa que recebeu um pacote de R$ 1 milhão a pedido de Padilha

O advogado José Yunes deixou a assessoria do governo do presidente Michel Temer após reconhecer que recebeu um pacote de 1 milhão de reais. VEJA teve acesso ao vídeo com o depoimento espontâneo que o advogado amigo do presidente prestou à Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Yunes confirma que recebeu o pacote em seu escritório em São Paulo das mãos do doleiro Lúcio Funaro, mas não sabia que era dinheiro. Estaria apenas fazendo um favor ao ministro Eliseu Padilha. “Pelo relacionamento que tenho, ele (Padilha) pediu essa gentileza para mim”, disse Yunes. Segundo um delator da Lava-Jato, o dinheiro era parte de uma propina de 10 milhões de reais que a empreiteira Odebrecht repassou ao PMDB, em 2014, a pedido do então candidato Michel Temer.

O episódio provocou a demissão de José Yunes em dezembro. Ele diz que conversou com Lúcio Funaro em seu escritório de dez a doze minutos. O advogado diz que não conhecia o doleiro e que apenas depois do encontro é que resolveu pesquisar na internet e descobriu de quem se tratava. Não se preocupou com isso antes porque estava atendendo a um pedido de um velho conhecido, Eliseu Padilha. “O que me deixou um pouco atemorizado foi depois que eu passei a saber quem é essa figura do Lúcio Funaro”, disse Yunes. “É uma pessoa que jamais eu poderia ter qualquer convívio”. (via DCM)