6.11.17

1- PARTE DA PRÉ-CAMPANHA DE PEZÃO FOI BANCADA POR BARATA, O REI DOS ÔNIBUS; 2- “JOSÉ DIRCEU É UM BOM CARÁTER, DIFERENTEMENTE DO PALOCCI”, DIZ CIRO GOMES

REDAÇÃO -



O marqueteiro Renato Pereira contou em seu acordo de delação premiada que a pré-campanha do governador Luiz Fernando Pezão, feita a partir de 2013, custou R$ 5 milhões, orçamento decidido em reunião ocorrida no mesmo ano com a presença do ex-governador Sérgio Cabral e do ex-secretário Wilson Carlos, em gabinete anexo ao Palácio Guanabara. O delator afirma que o empresário do setor de transportes Jacob Barata bancou a maior parte da pré-campanha.

Na reunião, o grupo constatou, segundo o relato, que Pezão precisava de atenção especial e antecipada, em razão de sua dificuldade de comunicação. Ao marqueteiro, encomendaram treinamento, apoio em redes sociais e peças de TV.

Segundo Pereira, coube ao então secretário de obras do governo Cabral, Hudson Braga — atualmente preso em Benfica —, cuidar do pagamento pelos serviços, por indicação do próprio candidato ao governo do Rio. Braga não era o tesoureiro da campanha de Pezão. O delator mencionou encontros com o secretário para tratar do tema em seu gabinete.

Emissários teriam enviado R$ 400 mil mensais em espécie, entre o segundo semestre de 2013 e junho de 2014, ao prédio da Prole, sua agência. Outros R$ 700 mil foram pagos diretamente a Pereira por Paulo Fernando Magalhães Pinto, ex-assessor de Cabral já condenado a nove anos de prisão na Lava-Jato.

Uma nova reunião foi feita em maio de 2014, disse Pereira, no apartamento de Cabral, no Leblon, para decidir o custo total de marketing da campanha de Pezão: R$ 40 milhões. É quase o dobro do valor declarado oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As informações são de reportagem de Thiago Herdy em O Globo.
(via 247)

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“José Dirceu é um bom caráter, diferentemente do Palocci”, diz Ciro Gomes