1.12.17

1- GREVE NACIONAL FOI SUSPENSA, MAS MOBILIZAÇÕES SÃO MANTIDAS; 2- FRENTE POVO SEM MEDO MANTÉM MOBILIZAÇÃO CONTRA REFORMA: AMEAÇA PERMANECE

REDAÇÃO -

Centrais suspendem greve do dia 5 e orientam Sindicatos a manter pressão.


Após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e aliados do governo admitirem ontem (30) que a votação da reforma da Previdência, prevista para semana que vem, deve ser adiada, as Centrais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB divulgaram nota suspendendo a greve nacional marcada para 5 de dezembro em defesa da aposentadoria.

O motivo, conforme o texto, foi o recuo do governo quanto à disposição de votar a nova versão da PEC 287/2016 na quarta (6) no plenário da Câmara dos Deputados.

Segundo a nota, “a pressão do movimento sindical foi fundamental para o cancelamento da votação da reforma da Previdência”. “Por isto, é importante que nos mantenhamos mobilizados e em estado de alerta de greve.

Intensificaremos, também, a luta por mudanças na Medida Provisória da reforma Trabalhista, em análise no Congresso Nacional”, diz o texto.

A Agência Sindical ouviu vários dirigentes. “O governo recuou, mas vamos manter as mobilizações. Manter em alerta geral todas as categorias, pois se a reforma entrar em pauta novamente, vamos responder com mais força”, destaca o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna).
Ele acredita que, com a aproximação das eleições gerais de 2018, os parlamentares estão preocupados com a repercussão negativa. “A sociedade está repudiando essa reforma. Não são só os Sindicatos, mas a população em geral”, observa.

Apesar da greve ter sido suspensa, as entidades devem realizar protestos por todo o País. A CSB orienta os Sindicatos filiados a manterem os atos, as panfletagens e até paralisações. “O governo não recuou. A verdade é que está fraco e não tem votos para aprovar essa maldade contra os trabalhadores. Por isso vamos manter. Já que o governo está com tanta dificuldade, vamos aproveitar essa fraqueza e ir para cima”, destaca o presidente da Central, Antonio Neto.

“Vamos continuar nosso movimento, panfletando e orientando a população sobre essa reforma que Temer quer implantar no País. O governo recuou porque não tem quórum. Não conseguiria aprovar. Estamos orientando toda a base a se mobilizar, fazer assembleias, plenárias, debates”, acrescenta o presidente da Nova Central SP, Luiz Gonçalves (Luizinho).

Para Adilson Araújo, presidente da CTB, “o objetivo agora é fazer manifestações nas agências da Previdência Social em todo o País. Faremos um grande panelaço na porta do INSS da Santa Ifigênia às 10 horas”. O dirigente lamentou o cancelamento da greve, que tinha assinatura de nove Centrais Sindicais. (via Agência Sindical)

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FRENTE POVO SEM MEDO MANTÉM MOBILIZAÇÃO CONTRA REFORMA: AMEAÇA PERMANECE

Depois da decisão de algumas centrais sindicais no sentido de adiar a greve geral que estava marcada para o próximo dia 5 em protesto contra a reforma da Previdência do governo Temer, a Frente Povo Sem Medo divulgou uma nota informando que irá manter as mobilizações.

Coordenada por Guilherme Boulos, a Frente que reúne movimentos sociais de diversas áreas afirma que, embora as centrais sindicas tenham adiado a greve geral, a organização "compreende que a ameaça permanece, exigindo mobilização permanente dos setores populares contra este grave ataque do governo Temer".

"Por isso, de nossa parte, manteremos as manifestações de rua marcadas para o dia 5 em várias cidades brasileiras e apoiaremos todas as paralisações dos trabalhadores", diz ainda o texto. "Seguiremos com a orientação de unidade com a Frente Brasil Popular na construção destas atividades", completa. "Todos às ruas no dia 5! Não à reforma da previdência!", convoca a Frente.

As centrais adiaram a paralisação depois que o governo Temer, sem votos, retirou da pauta a votação da Reforma da Previdência no Congresso, prevista para acontecer no dia 6. A suspensão da greve foi anunciada pelas principais centrais por meio de conta conjunta. (via 247)