2.12.17

DESTAMPADO O ESGOTO REVELAM-SE PSICOPATAS?

Por PEDRO AUGUSTO PINHO -


A respeitada jornalista Tereza Cruvinel, colunista do Brasil 247, escreveu (“Tacla Duran põe dois conselhos na berlinda: os silenciosos CNJ e CNMP”, Jornal Brasil 247, 30/11/2017): “O advogado Tacla Duran falou a uma CPI do Congresso Nacional. Tacla Duran apontou várias condutas irregulares de procuradores da Lava Jato, o que exige um posicionamento do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão de supervisão e controle do MPF”.

Aos que só se informam pela imprensa chapa branca, esclareço que o advogado Rodrigo Tacla Durán, vivendo atualmente na Espanha, foi operador da Odebrecht na área das propinas. Os documentos que Durán apresentou à CPI foram auditados pelas autoridades espanholas. Em sua atuação profissional, conviveu com os membros do Ministério Público da Operação Lava Jato. Tem conhecimento próprio e não por ouvir dizer como o de muitos delatores.

Tacla Duran levantou a tampa do esgoto que cobria a Lava Jato.

Transcrevo do excelente artigo que Francisco Costa, publicado no Brasil Popular (brpopular.com.br) (Foi a pá de cal num defunto podre, fedorento, infecto):

“O advogado Zacolotto, amigo íntimo de Moro, padrinho de casamento de Moro e ex-sócio de Rosângela, mulher de Moro, entrou em contato com Tacla Durán, para negociar uma delação premiada.

Como é que seria a parada? Moro condenaria Durán a alguns anos de cadeia e citaria uma conta bancária no exterior, como de Durán.

Acontece que a conta citada seria fictícia. Moro pediria quinze milhões de ressarcimento, para os cofres públicos. Durán alegaria não ter essa conta e provaria, alegando não possuir esses 15 milhões. Moro então reduziria para 10 milhões, sendo 5 milhões para os cofres públicos, 5 milhões para Moro e Força Tarefa e 5 milhões para Durán, com redução drástica da pena e vistas grossas para outras contas de Durán, com dezenas de milhões de dólares”.

O artigo “O que Tacla Durán disse na CPMI que precisa ser aprofundado”, de Joaquim de Carvalho para o GGN O jornal de todos os Brasis, em 30/11/2017, detalha toda sordidez das delações premiadas, das ações do agente Moro e da equipe Lava Jato.

Mas há algo além da corrupção, do abuso da função pública, da iniquidade dos profissionais, pagos – excelentemente pagos, com dinheiro de nossos impostos – exatamente para reprimir o crime por eles cometidos: policiais, promotores e juízes. Há uma crueldade indesculpável que caracterizaria o desvio de caráter, a psicopatia.

Estaríamos diante de psicopatas a prejudicar tão gravemente a sociedade brasileira? Seriam os milhares de empregos eliminados pela ação da Lava Jato, o desmonte da engenharia brasileira, das competentes e vitoriosas empresas nacionais, um sádico prazer psicopata? Mais do que as ordens emanadas do exterior, cada vez mais evidentes e comprovadas, que cercam a Lava Jato e o golpe, para o qual deu fundamental contribuição, o resultado do deleite de tão execráveis personalidades?

Nenhuma sociedade não pode conviver com tais pessoas no Poder.

Competentemente Tereza Cruvinel pede a ação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Mas vou mais longe. É imperioso que o Supremo Tribunal Federal (STF), órgão máximo de poder judiciário, no uso de suas atribuições de defensor dos direitos constitucionais, cancele todas as decisões da Lava Jato e transfira seus processos para corte não contaminada pela corrupção e por ações típicas de psicopatas.

A inércia, o encobrimento, a protelação do Ministério Público Federal (MPF) e do STF os farão cúmplices. É a mais premente e importante pauta para o mais rápido julgamento. O MPF tem a obrigação de instruí-la e o STF de julgá-la.

A literatura da psicologia, Ministra Rosa Weber, recomenda o afastamento das pessoas, com tal desvio de caráter ou transtorno de conduta, da sociedade, veja, por exemplo, a brasileira, autoridade neste assunto, doutora Ana Beatriz Barbosa Silva, ou a francesa, de renome internacional, doutora Marie-France Hirigoyen, ou, para não me alongar, a estadunidense, professora de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard, doutora Martha Stout, todas com obras editadas no Brasil.

Leio nas redes sociais, nesta sexta-feira, 1º de dezembro, que Tacla Durán teria participado de reuniões com Marlus Arns (dono de um cursinho em que lecionam muitos procuradores de Curitiba, além de Moro e que aparece em denúncias com Rosângela Moro, no caso da APAE), Orlando Martelo, Julio Noronha, Carlos Fernando Santos Lima, Paulo Galvão e delegados da Polícia Federal - Marcia Adriano, Erika e outros. São nomes que já estiveram na imprensa em vários episódios desta que se revela “criminosa operação”.

Todo silêncio será cúmplice a a sociedade acabará por cobrar.

* Via e-mail/Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado