2.2.18

PESQUISA

MIRANDA SÁ -

“Quando se rouba de um autor, chama-se plágio; quando se rouba de muitos, chama-se pesquisa.” (Wilson Mizner).


A pesquisa como trabalho científico é para comprovar hipóteses no campo da História, da Medicina, da Literatura, das artes, da Tecnologia, enfim, para trazer à tona novos conhecimentos. É indispensável ao progresso da humanidade.

Trata-se de uma atividade de importância cultural que aprofunda conhecimentos pré-existentes e gera novos conhecimentos pela investigação sistemática.

A etimologia da palavra “Pesquisa” leva-nos ao latim, perquirere, de per-, intensificativo, mais quaerere, “busca, procura, problema”. Em português temos o antigo verbo, hoje pouco usado, perquirir, investigar minuciosamente.

Do espanhol, a corruptela do latim vulgar, pesquisa, dicionarizada em português como substantivo feminino; designando aprofundar na busca, buscar com cuidado, indagar, informar-se bem, inquirir, perguntar, procurar, procurar por toda a parte.

A pesquisa é definida como o conjunto de ações orientadas e planejadas para comprovar um alvo desejado. Nesta investigação o pesquisador deve estabelecer ou confirmar fatos, reafirmar resultados de trabalhos anteriores, resolver problemas novos ou já existentes, apoiar teoremas e desenvolver de novas teorias.

Pode parecer exagero, mas na Antiguidade já eram usadas pesquisas e estatísticas para levantar dados sobre o número de habitantes, riquezas, casos de doenças e mortes, e até para obter informação sobre a segurança e o poder militar ofensivo. Desconhecia-se, porém, pesquisas de caráter político.

As pesquisas se subdividem como pesquisa acadêmica, pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo, pesquisa descritiva, pesquisa empírica e pesquisa laboratorial. Dessas, a pesquisa empírica, sujeita a erros estatísticos e realizada em qualquer ambiente, transformou-se em “pesquisa eleitoral” por indução de Satanás a algum vigarista.

O método para contribuir na obtenção de dados a serem usados pelo governo e outras organizações, foi oficializado no Brasil com a criação do IBGE; entretanto, é mais conhecido pela propaganda política de pesquisas fraudulentas divulgada nos jornais, noticiários de televisão e revistas.

A estatística é Irmã siamesa da pesquisa e, do mesmo modo em que contribui para a veracidade de um levantamento, pode levar ao desvio da realidade usando variáveis como convém ao executor.

Pesquisas de opinião feitas de encomenda não cobrem o universo sócio-político que deveria, e seus fundamentos estatísticos estão mais para a teoria das probabilidades por Pascal e Fermat, que surgiu com o estudo dos jogos de azar…

Já se ouviu no Brasil uma afirmação de Lula da Silva de que não é difícil controlar uma pesquisa de opinião. Na verdade, pela experiência que temos, na sua maioria, elas envolvem interesses político-partidários, dependendo de quem as patrocina.

A coleta do levantamento feito, a análise e a interpretação de dados são compensados por um exponencial ampliado de “uma margem de erro”, o que quer dizer que a própria relação dos pesquisados que é divulgada, é posta em dúvida.

Acaba de sair uma nova pesquisa DataFolha, motivo de violentas e razoáveis críticas por driblar a legislação vigente incluindo na lista de pré-presidenciáveis Lula da Silva, condenado da Justiça e inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

Por isso é impossível negar apoio à iniciativa de um dos candidatos, deputado Jair Bolsonaro, que entra na Justiça para impedir a divulgação de pesquisas de intenção de voto para a eleição de outubro que inclua o nome do corrupto Lula.