11.3.18

1- A GUERRA PELO PSOL: UMA REUNIÃO COM O PETISTA TARSO GENRO DESENCADEOU O INFERNO; 2- FARC DISPUTAM ELEIÇÃO QUE IRÁ RENOVAR O CONGRESSO NA COLÔMBIA

REDAÇÃO -


Em 2003, quatro deputados federais e uma senadora do PT deixaram a legenda por discordar da reforma da Previdência aprovada pelo então governo Lula. Da briga surgiu o Partido Socialismo e Liberdade, PSOL. No último dia 3, em um evento em São Paulo, Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, anunciou sua candidatura à Presidência da República. O evento não teria nenhuma relação com aquela debandada em 2003 não fosse por um detalhe: Boulos seria candidato pelo PSOL sob as bênçãos de Lula. No evento, o ex-presidente apareceu em um vídeo dando as boas-vindas à candidatura de Boulos.

O evento em São Paulo – que Boulos fez questão de frisar que era dos movimentos sociais, e não do partido – enfureceu boa parte da militância do PSOL, mas não pegou ninguém de surpresa. Em junho do ano passado, uma reunião da cúpula pessolista acendeu o pavio que descambaria no incêndio visto nas redes sociais nos últimos dias, com militantes e dirigentes atacando-se abertamente. Naquele mês, Tarso Genro, petista histórico e amigo de Lula, se reuniu em São Paulo com o deputado estadual Marcelo Freixo, o deputado federal Ivan Valente e o próprio Boulos, além do senador petista Lindbergh Farias. Todos negam que tenham conversado sobre a candidatura, mas Boulos saiu do encontro como presidenciável do PSOL.

A reunião de Freixo e Valente com Tarso colocou uma granada sem pino na mesa. A ideia de que o partido que surgiu de um racha com Lula teria um candidato ungido pelo próprio ex-presidente provocou reação imediata.

“A reunião com Tarso Genro já trouxe grande preocupação”, lembra Renato Cinco, vereador do partido no Rio e uma das vozes mais pesadas contra o enxerto de Boulos sem discussão ampla. “Dali em diante, surgiram vários interlocutores a me dizer que havia uma intenção de reorganizar a esquerda. E, dessa reorganização, o PSOL teria seu nome transformado para algo como ‘Vamos’, ‘Podemos’, essas coisas… Tudo isso foi inquietando parte da militância”.

Em conversas com outros descontentes, Cinco contra-atacou. (...)
(via Intercept)


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Farc disputam eleição que irá renovar o Congresso na Colômbia

Da AFP no G1.

Pela primeira vez em seu longo histórico de conflito, a Colômbia elegerá neste domingo (11) um novo Congresso, sem a ameaça das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e sob a trégua do Exército de Libertação Nacional (ELN), as guerrilhas que sempre sabotaram as eleições do país.

Nessas eleições estão em jogo 108 cadeiras do Senado e 172 na Câmara, sendo que 5 cadeiras de cada casa serão para candidatos das Farc, como foi estabelecido no acordo de paz assinado com o governo.

Além disso, os eleitores poderão votar em pré-candidatos presidenciais, pelas coalizões de esquerda e de direita, e assim definir aqueles que irão concorrer à presidência. As eleições presidenciais serão no dia 27 de maio.

(…)
A ex-guerrilha estreia nas urnas como uma força de esquerda que ainda precisa confessar seus crimes e indenizar as vítimas.

O pacto, que estabelece um sistema especial de justiça que deverá entrar em operação este ano, garante-lhe 10 das 280 cadeiras que serão eleitas para o próximo Congresso. Nenhuma pesquisa prevê uma votação suficiente para aumentar essa representação. (…)