29.3.18

TRABALHADORES FRENTISTAS SÃO COAGIDOS, PRÁTICA ANTISSINDICAL CRESCE NA BAHIA

Via FENEPOSPETRO -

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia - SINPOSBA, Antonio do Lago de Souza afirma que empresários inescrupulosos praticam condutas antissindicais na Bahia, o objetivo é diminuir o número de associados para enfraquecer a entidade de classe dos trabalhadores.


O SINPOSBA alerta para a onda de crescimento das práticas antissindicais pelas empresas na aplicação das regras previstas na lei federal 13.467/2017, a chamada reforma trabalhista do governo ilegítimo de Michel Temer (MDB). A Diretoria do Sindicato recebeu denúncia que os responsáveis pelos postos: Sol da Barros Reis, Sol do STIEP e Namorado da Pituba, em Salvador, e a Rede Trevo, localizado na Região do município de Feira de Santana, estão coagindo os trabalhadores e trabalhadoras a se desfilarem do Sindicato, praticando condutas antissindicais, ameaçando de demissão os que mantêm suas filiações, e os que querem se sindicalizar.

Para Antonio do Lago, os postos estão ferindo o livre direito dos trabalhadores e trabalhadoras de serem associados à sua entidade sindical, desrespeitando a Constituição Federal e a Organização Internacional do Trabalho-OIT. “Estamos encaminhando denúncia para o Ministério Público do Trabalho-MPT para que sejam tomadas as devidas providências, coibindo mais um absurdo praticado pelos patrões exploradores contra nossa categoria, é preciso garantir o direito à sindicalização”, disse o presidente do SINPOSBA.

Essas condutas antissindicais são totalmente ilegais, pois violam o direito fundamental e constitucional à liberdade sindical. Essa prática antissindical, constrangendo, forçando e obrigando os trabalhadores a não participarem do SINPOSBA é uma clara tentativa que visa limitar a atividade sindical, precisa ser punida para que outros não tentem seguir o mesmo exemplo inescrupuloso e antitrabalhador.

O presidente da FENEPOSPETRO, Eusébio Pinto Neto alerta que “as práticas antissindicais pelas empresas estão crescendo em diversas localidades brasileiras, visando dificultar e enfraquecer as negociações coletivas. Sabemos de casos onde estão homologando nos próprios locais de trabalho, sem assistência dos sindicatos para conferir se os valores pagos estão corretos, o que estão fazendo objetiva baratear as rescisões e lesar os trabalhadores. Todo empresário que insistir nas práticas antissindicais, coagindo e provocando danos a categoria, será denunciado ao Ministério Público do Trabalho”.

Por fim, o presidente da Federação Nacional dos Frentistas solicita que todos os dirigentes também enviem suas denúncias para a sede da FENEPOSPETRO, aos cuidados do departamento jurídico.

* Daniel Mazola, assessoria de imprensa FENEPOSPETRO