2.4.18

11 ª REUNIÃO DOS FRENTISTAS DE MINAS GERAIS COM A PATRONAL INDICA GREVE DA CATEGORIA

Via FENEPOSPETRO -

Trabalhadores repudiam proposta “indecente e absurda” da patronal de acabar com vários direitos conquistados com muito trabalho ao longo da histórica e exaustiva luta sindical.


As oito entidades sindicais que representam os empregados nos postos de combustíveis do estado de Minas Gerais, entre as quais o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, realizaram mais duas rodadas de negociação direta com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais – MINASPETRO. Uma na sede da entidade patronal, em Belo Horizonte, no dia 27 de fevereiro, e outra na sede do SINPOSPETRO-BH, também na capital mineira, em 6 de março. Além disso, realizaram no dia 13 de março nova reunião de mediação no Ministério do Trabalho, também em BH.

Nas três reuniões, a comissão negociadora do MINASPETRO manteve a mesma proposta apresentada nas reuniões anteriores, quando ofereceu reajuste salarial pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos últimos 12 meses (1,83%) dividido em duas parcelas de 0,915%, uma em novembro de 2017 e a outra em março de 2018. Como o atual valor do “salário básico mensal” (garantia mínima) dos frentistas de Minas Gerais é de R$ 1.043,24, este valor passaria, em 1º de novembro de 2017, para R$ 1.052,78, representando um reajuste salarial de R$ 9,54.  Em março de 2018 haveria novo reajuste de R$ 9,54.

Ainda de acordo com a proposta do Sindicato patronal apresentada nas 11 reuniões, a cesta básica de alimentos ou vale-alimentação passaria de R$ 120,00 para R$ 122,20, recebendo o mesmo índice de reajuste de 1,83% dividido em duas parcelas de 0,915%.

E a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) das empresas seria de R$ 330,00, sendo que os representantes dos frentistas querem que a PLR neste ano seja superior a R$ 660,00 porque ela já ficou congelada em R$ 660,00 nos últimos três anos.

O Sindicato patronal apresentou também proposta de redução do adicional de hora extra da classe, baixando-o de 70% (percentual previsto na última Convenção Coletiva de Trabalho da categoria) para 50%, mesmo percentual previsto na Constituição Federal como percentual mínimo.

Além disso, o MINASPETRO quer acabar com a garantia, prevista na última Convenção, de descanso semanal remunerado em pelo menos dois domingos por mês, passando tal garantia para apenas um domingo por mês; reduzir para meia hora o intervalo para descanso e alimentação, que hoje é de uma hora; criar “banco de horas” de um ano para o patrão não mais precisar pagar horas extras trabalhadas, compensando-as em outros dias; e até mudar os feriados, passando-os para outros dias de interesse dos patrões. (informações do Jornal O Combate)

* Daniel Mazola, assessoria de imprensa FENEPOSPETRO