12.4.18

JOHN REED, O GRANDE REPÓRTER DOS CONFLITOS E REVOLUÇÕES DO SÉCULO XX

Por CARLOS RUSSO -


Reed (foto) foi enviado ao México para cobrir a Revolução Mexicana de Pancho Villa. Os relatos apaixonados de Reed ajudaram a espalhar pelo mundo a notícia da revolta. Quando regressou aos Estados Unidos, ocorreu um massacre de mineiros a mando da família Rockefeller. E lá estava Reed e os acontecimentos, uma verdadeira guerra de classes, foram para sempre registrados no livro "A Guerra do Colorado".

A Primeira Guerra Mundial encontrou Reed na Europa. Ele foi o melhor escritor- jornalista de seu tempo: "A guerra significa histeria coletiva, crucificando os defensores da verdade, sufocando os artistas… Esta não é nossa guerra."

Chegavam da Rússia notícias que o Czar fora deposto. Com Louise Bryant partiu para São Petersburgo. Agora era coisa séria! A revolução avançava à sua volta com operários tomando o poder nas fábricas, soldados recusando-se a combater, manifestando-se contra a guerra e organizando seus próprios sindicatos. Afinal era, nem mais nem menos, a Revolução Socialista!

Retornando aos U.S.A., em 1918 publicou “Os dez dias que abalaram o mundo”, um testemunho vivo narrado no calor dos acontecimentos da Revolução Russa de 1917. A obra que inaugurou a grande reportagem no jornalismo moderno foi eleita pela Universidade de Nova York como um dos maiores livros do século XX.

Retorna a Moscou em 1920 e logo se incorpora àqueles que se preocupavam com certos rumos do governo bolchevique.

De passagem por São Petersburgo contraiu impaludismo. Em outubro de 1920, aos trinta e três anos, morreu em Moscou. O corpo de John Reed foi sepultado ao lado do Kremlin na Praça Vermelha.

Após a morte de Lênin, entretanto, o livro “Os dez dias que abalaram o mundo” foi condenado ao ostracismo por muitos anos, graças ao papel de Trotsky descrito na Revolução. Permaneceria, entretanto, como um dos ícones da literatura de esquerda mundial.

Nos anos de 1960, ganhou um enredo teatral e foi encenado pelo grupo Taganká, em Moscou. Calcula-se que pelo menos meio milhão de espectadores assistiu ao espetáculo teatral.

“Reds”, produzido por Warren Beatty, foi uma das maiores bilheterias de 1981; trouxe às telas a vida e a carreira do escritor-jornalista John Reed. Beatty, que personifica Reed, contracena com Diane Keaton e Jack Nicholson, um verdadeiro épico moderno.

* Via e-mail/Leia a íntegra do ensaio em: http://proust.net.br/blog/?p=1303