27.4.18

SENADO AGE CONTRA BRASILEIROS AO RETIRAR SÍMBOLO QUE IDENTIFICA PRODUTOS TRANSGÊNICOS

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -

Comissão de Meio Ambiente do Senado aprova a retirada do símbolo de identificação dos transgênicos em rótulos de produtos alimentícios / Divulgação.
Mais do que lamentável e dá bem a ideia do que representa o Senado brasileiro a decisão adotada pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, de aprovar a retirada do símbolo de identificação dos transgênicos em rótulos de produtos alimentícios. Os integrantes da Comissão chegam ao ponto de afirmar que não existe danos ocasionados pelos  transgênicos, o que entra em choque com várias opiniões abalizadas sobre a matéria.

Trata-se, na verdade, também de uma afronta ao povo brasileiro, ainda mais pelo fato da justificativa na prática atender os interesses  do agronegócio, representado pela bancada ruralista, que por  interesse, a medida em que  tem atendido suas reivindicações econômicas por parte do governo, sempre apoia medidas propostas por Michel Temer, em sua totalidade, atentatória à maioria dos brasileiros.

Essa é a realidade que se estende também à Câmara dos Deputados, cuja base aliada está sempre mobilizada para defender o que o governo golpista sugere. E Isso independente dos protestos dos setores que defendem realmente os interesses da maioria do povo.

No caso dos transgênicos é inadmissível que a tal Comissão de Meio Ambiente ignore os malefícios para a população não levando  em conta a saúde dos brasileiros e atendam as exigências de um setor que só pretende lucrar em detrimento da saúde dos brasileiros.

Na verdade, o fato demonstra perfeitamente a que ponto podem chegar os defensores do projeto responsável pelo visível retrocesso que acontece no país a partir do golpe de 2016. O Congresso brasileiro transformou-se em um setor que atende, sem pestanejar, tudo que represente lucro fácil para os empresários apoiadores do golpe.

Como se não bastasse o que foi dito acima, no Rio de Janeiro continuam presas pessoas inocentes que perderam a liberdade em uma festa e são acusados de ligações com as milícias. É, sem dúvida, uma violência, até porque quem estava lá não só pagou ingresso – era uma festa pública - como também, a maioria, comprova que é trabalhador e não tem nada a ver com as milícias.

Segundo o noticiário, inclusive um dos presos requer cuidados especiais e a família está apelando, não apenas em favor da libertação do preso, como também a obtenção de permissão para que possa receber medicamentos que a saúde requer.

É o caso também de colocar uma questão que pode parecer óbvia, ou seja, se a polícia, atualmente comandada pelos militares, agiria da mesma forma se a tal festa, mesmo que promovida por milicianos, acontecesse em  algum bairro considerado nobre da cidade? A resposta é, como sempre, óbvia, mas como a obviedade vem sendo ignorada pelos órgãos informativos da mídia comercial, é sempre importante lembrar.

Enquanto isso acontece, no Rio de janeiro, em todo o Brasil e no mundo a pergunta mais do que necessária: quando serão divulgados os nomes dos responsáveis e mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Já se passaram 40 dias e as autoridades seguem afirmando que as investigações continuam. Mas até agora nada. Espera-se que os responsáveis pelas investigações atendam o quanto antes ao que vem sendo exigido, pois se isso não acontecer, será um novo crime que resulta em impunidade. Claro, desabonador à imagem do país o exterior e internamente.

Em tempo: a justiça de Minas Gerais manteve a condenação do ex-Senador Eduardo Azeredo, do PSDB por um placar de 3 votos com dois votos pela absolvição, mas não o colocou na prisão, alegando que só podem autorizar quando forem esgotados todos os recursos da instância. Podem imaginar se Azeredo fosse do PT qual tria sido a decisão?

Em suma: assim caminha a Justiça brasileira. (via Brasil de Fato)