11.6.18

INICIADA A PARALISAÇÃO GRADUAL DOS RODOVIÁRIOS DO RIO

GABRIEL FRÓES -


O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb-Rio) iniciou na noite de ontem (10), a concentração de rodoviários, em sua sede, no Centro da cidade, para dar início a paralisação gradual das empresas de ônibus a partir desta segunda-feira (11). Eles reivindicam o pagamento de salários atrasados, 13º, férias, cestas básicas e dissídios de 2017.

O presidente do sindicato, Sebastião José, disse que o movimento acontecerá de forma gradual para evitar ao máximo que os usuários sejam atingidos de uma só vez mas, conforme as empresas sejam paralisadas, a greve será geral e por tempo indeterminado.

"Infelizmente são os usuários que vão pagar o preço da irresponsabilidade dos empresários. Depois de dois anos sem reajuste para a categoria, a proposta de 4%, sendo 2% em junho e mais 2% em novembro, é, no mínimo, ridícula. O que queremos é reajuste de 10% nos salários, plano de saúde, retorno da data base para 1º de março, vale alimentação de R$ 409,50, vale refeição de R$ 480, fim da dupla função e suspensão das multas e da pontuação com maior prazo para recursos. Disso não vamos abrir mão", garantiu o presidente.

Em nota, O Rio Ônibus informou que "continua disposto a avançar nas negociações, e já encaminhou ao Sindicato dos Rodoviários sugestão de novo agendamento de reunião para tentar solucionar o impasse o quanto antes".

SOLIDARIEDADE DE CLASSE

Segundo trabalhadores presentes na concentração ontem (10), a tática definida pelo movimento é de realizar um piquete a cada dia, em garagens de ônibus. Mas também existe a chance da greve se alastrar por todas as empresas. Os rodoviários contam com a solidariedade de outras categorias quem vão somar forças. Existe até um operativo de convencimento de motoristas explicando a gravidade da situação e da justeza da greve. Falam aos trabalhadores que a categoria está sem aumento há 2 anos, sem tíquete refeição, plano de saúde, etc, enquanto os empresários nadam em dinheiro. (com informações de militantes rodoviários e O Dia)