6.7.18

BRASIL DOMINOU, MAS PERDEU GOLS DEMAIS E AGORA NÃO ADIANTA RECLAMAR

Por CARLOS NEWTON - Via Tribuna da Internet -

O goleirão belga teve muito trabalho e foi recompensado.
No futebol e na vida, quem não faz gol acaba levando. O jogo começou fácil para o Brasil, que aos 7 minutos colocou uma boa na trave. Um minuto depois, outra chance desperdiçada. Logo em seguida, mais uma. O jogo parecia fácil, mas a boa não entrava. A seleção brasileira dominava, tudo ia bem, até que houve um escanteio contra o Brasil e aconteceu um lance verdadeiramente incrível – dois jogadores brasileiros saltaram juntos, um atrapalhando o outro, e Fernandinho, que idiotamente pulou por trás de outro jogador brasileiro, acabou fazendo gol contra, com a bola desviando em seu braço, sem nenhum jogador belga por perto, vejam a ironia do destino. Foi aos 13 minutos.

Foi uma ducha fria no time, mas a seleção não esmoreceu e seguiu dominando, mas a bola não entrava. O goleirão belga Courtois estava endiabrado. E a Bélgica, num contra-ataque, fez o segundo gol, num chute verdadeiramente indefensável do meia De Bruyne, aos 31 minutos.

JOGO DURÍSSIMO – A parti daí, o jogo ficou duríssimo, com investidas de lado a lado, não havia mais domínio brasileiro quando acabou o primeiro tempo.

Depois do intervalo, no lugar de Willian entrou Roberto Firmino, que ninguém por que não era titular neste time. O jogo ficou pau a pau. A partir dos oito minutos, o Brasil cresceu,  Gabriel Jesus fez bela jogada dentro da área, o Brasil pediu pênalti, mas o videotape desmentiu.

Aos 12 minutos, Tite teve um acesso de lucidez e colocou Douglas Costa em campo, no lugar de Gabriel Jesus. Aliás, Douglas é outro titular em qualquer time do mundo, menos no Brasil.

OS TITULARES – Com o time titular em campo, faltando apenas Casimiro, o Brasil foi à frente. O pior jogador era Fernandinho, realmente tinha de ser substituído com urgência, mas Tite não enxergava o óbvio. Não é nem será o único treinador brasileiro a deixar titulares óbvios no banco.

Jogo duríssimo. O Brasil procurando o gol, que não saía. Aos 27 minutos, Tite teve outro ataque de bom senso e colocou Renato Augusto no lugar de Paulinho.

O time melhorou o passou a dominar o jogo e Renato Augusto fez o seu gol, de cabeça, num lançamento primoroso de Filipe Coutinho. A Bélgica se defendia e o segundo gol não entrava. Haja coração.

FINAL DRAMÁTICO – Cinco minutos de prorrogação. No finalzinho, Neymar quase marca. No último minuto, escanteio para a Bélgica. Em seguida, o apito final, e o Brasil perde um jogo dramático, que poderia ter vencido, se começasse com os titulares em campo.

Futebol é assim mesmo. Nem sempre o melhor ganha o jogo. Mas a prática recomenda que o treinador escale sempre os melhores jogadores de que dispõe. Não adianta guardá-los como arma secreta para o segundo tempo.

E vida que segue, como diria nosso amigo João Saldanha, com quem trabalhamos na Ultima Hora, em O Globo e na TV Manchete, e faz uma falta desgraçada a todos nós.