26.2.19

SÓ O SANGUE VENEZUELANO PODE REELEGER DONALD TRUMP

EMANUEL CANCELLA -

Veja o Bloco de carnaval: Doutor eu não me engano o Bolsonaro é miliciano (17).


Na verdade Donald Trump não quer tão somente as maiores reservas de petróleo do mundo, que estão na Venezuela (5). Trump precisa da guerra para se reeleger em 2020.

Pois foi assim que George W Bush, também do partido Republicano, se reelegeu, atacando covardemente o Iraque.

O Conselho de Segurança da ONU foi contra, mas Bush  alegou que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa (15). Tudo mentira!

Ainda hoje, o filme Vice, que disputava oito indicações para o Oscar, sustenta essa farsa. Na vida real, Dick Cheney era o vice de Bush e também presidente da Halliburton.

Na fita a história que o mundo não poderia dormir tranquilo sem o Vice, que era Dick Cheney.

Resultado da guerra foi que a empresa do Vice, Halliburton, depois da invasão do Iraque, passou a administrar os 153 BI de barris de petróleo do Iraque (2).

“Os 34 milhões de iraquianos voltaram ao jogo do comércio internacional, com quase oito milhões deles vivendo com menos de US$ 2,2 por dia, segundo a ONU” (1).

E cerca de ¼ do povo do Iraque na miséria.

No Brasil, para conseguirem a entrega do pré-sal deram golpes na nação. Primeiro foi perpetrado contra Dilma, retirando-a da Presidência, e depois contra Lula, proibindo-o de concorrer.  Conseguiram isso graças ao conchavo da Justiça, Congresso Nacional e mídia, principalmente a Globo.

E esse entreguismo não é de agora. Não podemos esquecer que o governo FHC tentou sem sucesso privatizar a Petrobrás. A Globo, na ocasião, chegara a comparar a Petrobrás a um paquiderme e chamava os petroleiros de marajás.

A grande resposta da Petrobrás e dos petroleiros veio em 2006, com o desenvolvimento de tecnologia inédita no mundo, o que permitiu a descoberta do pré-sal.

Não se dando por vencida, a Globo, em editorial de dezembro de 2015, publicou que: “O pré-sal pode ser patrimônio inútil” (3).

Depois a partir de março de 2014, para desmoralizar a empresa no sentido de entregá-la mais fácil,  a mídia, principalmente a Globo, durante mais de três anos falava mal da Petrobrás, quando divulgava diariamente vazamentos criminosos de delação premiada da Lava Jato, chefiada pelo juiz Sergio Moro, que, não por acaso, foi premiado pela Globo (4,6).

Tanto que o furor do combate à corrupção na Petrobrás só valeu para o governo do PT. Pois os tucanos como Aécio Neves, o mais denunciado na Lava Jato, continua livre. Enquanto Lula, denunciado sem provas, não pode nem sequer ser candidato, Aécio foi eleito deputado federal e, como deboche, ainda cobra arrependimento de Lula (8).

O tucano FHC nem sequer foi investigado. Mesmo com prova material de enriquecimento ilícito, já que possui apartamento de luxo em Paris e Nova York e fazenda com aeroporto no Brasil (9,16).

Na Lava Jato, para os tucanos nenhuma prisão nem vazamento para mídia, e  mesmo sem provas, mas com convicção, Lula é que comandou a corrupção na Petrobrás (7).

Nos EUA, uma enxurrada de denúncias contra Donald Trump que vêm desde sua eleição. A CIA diz que Rússia ajudou a eleger Trump nos EUA (11).  Agora Trump é acusado de abuso sexual (10).

Cada vez mais isolado na sua guerra contra a Venezuela, já que União Europeia reitera que é “preciso evitar” intervenção militar na Venezuela.

O grande aliado de Trump, na guerra contra a Venezuela, é o presidente brasileiro Bolsonaro.

É bom avisar a Trump que Bolsonaro está sendo homenageado por uma marchinha cuja letra: “Doutor, eu não me engano, o Bolsonaro é miliciano” (12).

Como se não bastasse, Bolsonaro no último fim de semana foi até alvo de um bloco carnavalesco em são Paulo que, em coro, cantavam “Bolsonaro vai tomar no c... “(13).

Sem o apoio da União Europeia e Bolsonaro em queda livre, a guerra de Trump contra a Venezuela pode ser um tiro no pé.

Quem sabe os opositores de Trump voltem com a proposta de impeachment (14)!

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