15.3.19

ENTIDADES SINDICAIS DOS EUA CONCEDEM A LULA PRÊMIO DE DIREITOS HUMANOS

REDAÇÃO -

A Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO), maior central sindical dos Estados Unidos e Canadá, concedeu nesta quinta-feira (14) o prêmio anual de direitos humanos George Meany-Lane Kirkland ao ex-presidente Lula.


Em carta enviada a Lula, a AFL-CIO cita as razões que levaram os sindicalistas da entidade a escolher o ex-presidente para receber o prêmio este ano. Entre elas, falam sobre as décadas de luta de Lula para o avanço dos direitos dos trabalhadores e para o fortalecimento da democracia brasileira, além de sua luta pela igualdade e justiça no mundo.

“As mulheres e homens da AFL-CIO concedem este prêmio a Lula e prometem continuar na nossa solidariedade com a luta por justiça e democracia no Brasil e no mundo”, diz o documento.

Em outro trecho, os sindicalistas dizem que Lula é perseguido, pedem que seus direitos políticos sejam restituídos e que ele seja imediatamente libertado. Lula é mantido preso político em Curitiba, longe de seus familiares, desde 7 de abril do ano passado, depois de ser vítima de um processo fraudulento, comandando pelo ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro do governo do presidente de extrema direita, Jair Bolsonaro. 

“A AFL-CIO junta-se ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas no pedido para que os direitos políticos integrais de Lula sejam restaurados, e nos unimos com o movimento trabalhista global na demanda para que Lula seja absolvido imediatamente e liberado de uma perseguição política profundamente injusta”, diz trecho final da carta.

O prêmio foi criado em 1980. George Meany foi líder sindical por 57 anos. Figura chave na criação da AFL-CIO e o primeiro presidente da entidade. Já Lane Kirkland foi um líder sindical que presidiu a AFL-CIO por mais de 16 anos.

Leia a íntegra do documento:


Fonte: CUT