11.3.19

PICARETAGEM: SEU NOME É LAVA JATO!

EMANUEL CANCELLA -


A Lava Jato, ao longo de sua existência, constitui-se em um mar de lama e só sobrevive porque tem aval do STF e da mídia principalmente da Globo. Além disso, a Lava Jato usa o Ministério Público para atemorizar seus críticos.

Pelo menos três deles foram intimados pelo MP, a pedido do então chefe da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro.

Um deles, Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, foi intimado e levado a depor através de condução coercitiva (1). O outro foi o diretor da CUT, Roberto Ponciano, que foi intimado (6).

Eu, Emanuel Cancella, então diretor do Sindipetro-RJ e coordenador da FNP, fui intimado duas vezes em um ano. A primeira, na véspera do lançamento de meu livro, A Outra Face de Sergio Moro. Na verdade o juiz Sergio Moro queria impedir o lançamento do livro, mas o livro saiu (7 a 10).

Nenhum dos três intimados foi por corrupção, mas sob a acusação de ter praticado crime contra a honra. No meu caso, quando fui citado, na primeira vez, pelo oficial de justiça, liguei para o MP para saber quem era o autor da intimação. Depois de um nítido jogo de empurra me informaram que a intimação fora a pedido do juiz Sergio Moro.

Agora o mesmo MP, que funciona como capanga dos interesses espúrios do juiz Sergio Moro, até hoje não respondeu a minha denúncia, de novembro de 2016, onde denunciei a omissão da Lava Jato em relação à gestão criminosa dos tucanos FHC e Pedro Parente na Petrobrás. Veja a íntegra da denúncia (1).

A Lava Jato vai muito além da blindagem dos partidos como o PSDB, pois nem Aécio Neves, recordista em denúncias na Lava Jato, foi incomodado pela Operação. E Aécio ainda cobra arrependimento de Lula (3).

Agora a Lava Jato blinda também o PSL, partido de Bolsonar, o rei dos candidatos laranjas. E Fabrício Queiroz continua impune. Motorista e assessor do senador Flavio Bolsonaro, Queiroz foi denunciado pelo COAF com movimentações de R$ 1.2 milhões, em um ano. Aliás, valor maior que o atribuído ao tríplex, que a mesma Lava Jato diz que é de Lula, mas sem nunca comprovar, seja com registro do imóvel ou qualquer outro documento hábil.

Nessas movimentações, o Queiroz fez um depósito de R$ 24 mil na conta da primeira dama Michelle Bolsonaro.  E a Lava Jato até hoje, passados vários meses, não quebrou o sigilo bancário e telefônico do Queiroz e não usou a condução coercitiva já que ele, o Queiroz, faltou à audiência marcada pelo MP.

Mas além da blindagem aos políticos tucanos e agora do PSL, como também do Queiroz, a Lava Jato protegeu até roubo na Petrobrás.

Pois a Petrobrás pagou R$ 2 BI ao banco JP Morgan de um empréstimo que só venceria em 2022 e o então presidente da Petrobrás, Pedro Parente, é sócio do banco (4).

E agora vem a notícia de que Deltan Dallagnol vai administrar um fundo bilionário que a Lava Jato vai criar com dinheiro da Petrobrás (5).

É colocar a raposa para tomar conta do galinheiro!

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