19.3.19

TRABALHADORES NA FORD COMPLETAM UM MÊS DE LUTA EM DEFESA DOS EMPREGOS

REDAÇÃO -

Ao completar um mês de luta na Ford, que anunciou o fechamento da fábrica no dia 19 de fevereiro, os trabalhadores realizaram assembleia ontem para reforçar a cobrança por informações de futuro.


Após a assembleia, a orientação foi para todos os trabalhadores entrarem na montadora para realizar mobilizações internas e conversas para ajudar a apontar caminhos de luta. Não houve produção. Hoje, às 6h40, nova assembleia está marcada na portaria 18 para tirar os encaminhamentos.

O coordenador geral da representação na Ford, José Quixabeira de Anchieta, o Paraíba, explicou que a cobrança é por um posicionamento da montadora.

“Vamos continuar em luta e cobrar em reunião com a empresa sobre o nosso futuro. Esse comprador que anunciaram ter interesse na Ford não pode ser alguém que ninguém nunca viu. Não vamos desistir dos nossos empregos. Nós queremos uma posição que nos traga alguma tranquilidade”, afirmou.

O vice-presidente do Sindicato, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, e CSE na Ford, Paulo Cayres, o Paulão, leu a carta que Lula mandou em solidariedade aos trabalhadores.

“Fiz questão de ler a carta pela grandeza desse ser humano, que mesmo preso injustamente, proibido de ir ao enterro do seu irmão e da forma como foi ao enterro do seu neto, tem a capacidade de ser solidário. A esperança para lutar e vencer continua. Não importa qual vai ser a marca, interessa o emprego”, defendeu.

Paraíba reforçou ainda o acordo de livre comércio Brasil e México (leia mais na página 3) e lembrou a visita à fábrica no México em 2013.

“O Lula mandou a carta sendo solidário. Essa é a diferença. Com Bolsonaro veio o acordo de livre comércio entre Brasil e México e não é só a Ford que vai sofrer, são todas as empresas. O peão na Ford do México tem dois empregos para sobreviver, já que lá a produção é quase na semi escravidão”, ressaltou.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos