17.6.19

BALANÇO COLETIVO DAS CENTRAIS VÊ GREVE FORTE E RUMO AO INTERIOR; LEIA NOTA NA ÍNTEGRA

REDAÇÃO -

Cada greve, uma história. A paralisação geral do último dia 14 também deixa marcas próprias. Na reunião das Centrais, segunda, dia 17, no Dieese, as lideranças consideraram que o movimento, além de vigoroso, cresceu rumo ao Interior do País. Mais de 400 cidades, fora Capitais, registraram paralisações, atos e protestos.

A Greve teve como alvo principal a reforma neoliberal radical da Previdência - por Bolsonaro/Guedes/mercado. O relator da PEC 06/2009, deputado Sandro Moreira (PSDB/SP), já produziu seu texto, que mantém relativa distância da PEC original, mas ainda é muito agressivo aos segurados da ativa e aposentados.

Dirigentes das Centrais se reúnem no Dieese para avaliar Greve e planejar novas ações
O Dieese, palco da reunião unitária das Centrais (CUT, Força, CTB, UGT, Nova Central, CGTB, Intersindical, CSB e CSP/Conlutas), acaba de produzir Nota Técnica que esmiúça o relatório e indica o que mais de mais pesado foi mantido ou retirado. Agora,  Centrais e Dieese voltam a se reunir para avaliar o relatório.

Rumos - O entendimento dominante nas direções sindicais é de que o centro da luta se desloca para o Congresso Nacional. Serão, portanto, agendadas diversas ações em Brasília junto às lideranças dos partidos e aos parlamentares mais influentes, “os cabeças do Congresso”, na definição do Diap.

Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, destacou a força do movimento e sua amplitude. "A greve mostrou que a classe trabalhadora pode derrotar esta proposta de reforma da Previdência. Foi pujante e ampliou sua ação para o Interior".

João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força, aponta: "Foi um acerto unificar porque isto fortaleceu o movimento em muitas regiões. A continuidade é fundamental e agora é preciso partir para a ação no Congresso, junto aos parlamentares, para avançar no debate e na luta".

Ricardo Patah (UGT), diz: "Greve mostrou unidade em momento de elevado desemprego. Independente de questões locais, individuais, a Greve foi exitosa em todo o Brasil".

Luizinho, da Nova Central, avalia: "Greve foi contundente, avançou para os municípios do Interior e lançou os trabalhadores  de volta ao protagonismo".

Aeroportos - O presidente da CTB, Adilson Araújo, propôs ações nos aeroportos para aumentar a pressão junto aos deputados e senadores contra o projeto do governo e na defesa da aposentadoria.

A reunião também deliberou sobre a realização de um abaixo-assinado para ser entregue ao governo até 15 de julho. Uma nota unificada das Centrais foi lançada nesta segunda, 17.

Nota - Leia abaixo o documento divulgado pelas entidades na íntegra:

Nota das Centrais Sindicais sobre a Greve nacional de 14 de junho de 2019

As Centrais Sindicais, reunidas nesta segunda-feira, 17/06, avaliaram como muito positiva a greve nacional realizada em 14 de junho, que promoveu paralisações em centenas de cidades e em milhares de locais de trabalho, além de atos e passeatas contra o fim da aposentadoria, os cortes na educação e por mais empregos. O sucesso da mobilização é resultado da unidade de ação do movimento sindical, construída ao longo do tempo e renovada nas deliberações das assembleias em locais de trabalho, em plenárias por categoria e intercategorias; e da articulação com os movimentos sociais, populares, estudantil e religiosos.

Essa greve, que atingiu 45 milhões de trabalhadores em todo o país, é um movimento que terá continuidade, com a ampliação da unidade de mobilização. Nosso próximo passo será, em breve, entregar aos presidentes da Câmara e do Senado abaixo-assinado contra a proposta de reforma da Previdência do governo, com centenas de milhares de assinaturas coletadas em todo o país.

Nossa prioridade será a definição e construção, em reunião marcada para 24 de junho, das ações para ampliar a mobilização e a pressão contra a retirada dos direitos da Previdência e da Seguridade Social. Agradecemos o compromisso de dirigentes, ativistas e militantes, o envolvimento dos movimentos sociais e a cobertura de toda a mídia. De outro lado, repudiamos as iniciativas de práticas antissindicais que visaram criminalizar a força e a luta dos trabalhadores.  Na unidade, construímos nossa capacidade de luta, que será contínua durante toda a tramitação da PEC no Congresso Nacional.

Fonte: Agência Sindical