5.7.19

INSANIDADE

MIRANDA SÁ -

“Uma conduta insana pode até ser corrigida, mas não apagará o mal que causou” (Talmude Babilônico)


Mais do que frustrações político-partidárias e perda de identidade ideológica, vemos possessões demoníacas do fanatismo acumpliciando-se com bandidos, sem explicar satisfatoriamente o porquê desta insanidade.

Aldous Huxley na conferência intitulada “O problema da natureza humana”, propôs uma regra estabelecendo que em vez da agressividade descontrolada, deve-se pensar em fazer com os outros o que gostaria que eles lhes façam.

Será impossível que alguns parlamentares brasileiros aceitem este conselho de Huxley? Será que pelo menos um lulopetista, daqueles que defendem as minorias, a natureza e o amor, possa comportar-se em relação aos adversários políticos tratando-os como gostariam de ser tratados?

Este não é o caso, pelo visto, do deputado fluminense Glauber Braga na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, quando odiento e infamante com o ministro Sérgio Moro, chamou-o de “juiz ladrão”. E depois, com a molecagem usual dos psolistas seus companheiros, apresenta-se como vítima, dizendo-se ameaçado de morte…

Não sei se é por que estou muito velho (e ranzinza), exijo um tratamento respeitoso entre as pessoas. Na minha opinião, considero uma condenável falta de ética o que ocorreu na Câmara dos Deputados. Os fatos registram isto e mais: a presença da arrogância, do ódio e da presunção do autor desta insanidade.

O verbete Insanidade é um substantivo feminino, de origem latina, (insanitas.atis), comportamento de quem perdeu o domínio de suas capacidades mentais; insano, insensato, imprudente, etc.

Segundo especialistas em psicopatologia, a insanidade (ou loucura) é um abalo da mente caracterizada por pensamentos considerados anormais, seja demonstrando alucinação ou um alheamento doentio.

Seria bom para o senhor Glauber – e os que se comportam como ele -, um tratamento clínico para o seu mal. Acho, porém, não se tratar apenas dos prejuízos enfermiços que causa; é mais do que isto.

Ele precisa de reeducação social para se comportar como o produto biológico da relação pai e mãe e não como filho de chocadeira, obrigando-nos a trata-lo como um ser sem alma, porque nem o homem primitivo tratou os semelhantes da sua nação sem o respeito devido.

O Levítico, seguido pelos israelitas, denuncia tais abominações, e foi justamente isto que o povo de Moisés encontrou ao chegar ao país de Canaã, depravação e impudor. É o Antigo Testamento registrando e condenando a iniquidade, séculos antes da chegada de Jesus Cristo.

E vai além, com o que encontramos em Isaias, contando a parábola do rei da Babilônia que morrendo, desceu para junto dos mortos, que o acolheram com palavras sarcásticas: “Que fizestes da tua magnificência, agora que os vermes te cobrem? ”

Será preciso que esta concepção antiga volte aos dias de hoje para disciplinar o comportamento dos homens públicos no Brasil? Há pessoas que acham difícil conseguir isto após 16 anos de condicionamento ideológico da pelegagem sindical que corrompeu a própria utopia socialista.

Da minha parte, ao contrário, respondo que sim, que o trato pessoal com nobreza, é uma questão de formação e cultura. Foi o que se viu na presença sem afetação, franca e sincera do ministro Sérgio Moro na Câmara dos Deputados.

A atitude honesta de Moro emprestou-lhe o brilho da tranquilidade. Foi este, talvez, o motivo dos rancorosos ataques que sofreu dos insanos defensores do Pelegão condenado à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, sentenciado por ele como juiz da Lava Jato.