9.8.16

TERROR: ELEVADOR DO METRÔRIO É UMA ARMADILHA DESUMANA

ILUSKA LOPES -

"O inacreditável é lugar comum no Brasil" (Daniel Mazola).

Na imagem vemos os seguranças do MetrôRio pedindo identificação de todos os envolvidos na traumática ocorrência, e o sempre correto trabalho dos bombeiros cariocas. Foto: Daniel Chinicz.
Rio de Janeiro - Mais uma vez constatei que o MetrôRio, concessionária que opera na cidade do Rio de Janeiro e atende milhões de pessoas diariamente continua 'deixando a desejar' quando o assunto é RESPEITO COM A VIDA HUMANA. Abaixo segue o lamentável relato:

Ontem por volta das 14h50, os cariocas: Daniel Chinicz (produtor), Cida Moraes (jornalista e ex-bbb), Iluska Lopes (jornalista), Daniel Mazola (editor) e Amanda Cavaline (produtora e modelista) entraram no elevador da estação Estácio com a intenção de sairmos do local.

Durante a subida o elevador deu um tranco e parou. Tentamos nos comunicar através do interfone, mas este se encontrava inoperante, em seguida tentamos o alarme de emergência que mal funcionava, gritamos por socorro sem sucesso diversas vezes.  

Por sorte apenas um dos celulares estava com sinal, foram feitas ligações para o Corpo de Bombeiros e este mandou uma equipe que conseguiu fazer o resgate aproximadamente as 16 horas e cinco minutos.

Após a saída dos passageiros da cabine do elevador, a equipe dos bombeiros foi prestar atendimento a pessoa que estava passando mal, enquanto funcionários do Metrô nem se aproximaram para saber o que houve e se estavam todos bem, apenas se manifestaram com “piadinhas” e ficaram rindo da situação, inclusive com comentários desagradáveis.

O Sr. Marcio (estava com crachá virado, mas foi identificado como chefe da segurança por terceiros) foi o único que se dirigiu aos passageiros com falta de educação e grosseria, questionando o uso do elevador.

O editor Daniel Mazola colheu a informação de um funcionário/segurança do metrô, que o elevador foi instalado as pressas para as olimpíadas, aproximadamente há uma semana, e que esta teria sido a segunda vez que pessoas ficaram presas, mesmo estando dentro da capacidade permitida  (600 kl/8 pessoas) e que ele não viu fazerem nenhum teste no elevador antes de liberarem para os usuários.Temeridade, "o inacreditável é realmente lugar comum no Brasil".

Mesmo diante da primeira ocorrência o MetrôRio nada fez, permitiu que os usuários tivessem acesso a um elevador totalmente irregular. Sem telefone, interfone, ventilação ou numero para resgate.

Trata-se de um típico caso de desrespeito, descaso absoluto ao usuário (cidadão, contribuinte e eleitor) e conseguentemente a vida humana! E se fosse um grupo de turistas?